Aumento da taxa Selic busca conter o aumento do dólar e controlar a inflação. Mas encarece o crédito

Segundo economista, o mercado esperava um aumento em até 0,5% e surpreendeu com o novo percentual de 0,75

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) aumentou nesta quarta-feira, 17, a taxa básica de juros (Selic) no Brasil em 0,75 ponto percentual, de 2% para 2,75% ao ano. Segundo a economista e analista de mercado, Greice Guerra,  o mercado esperava um aumento em até 0,5% e surpreendeu com o novo percentual de 0,75.

Greice Guerra explica que o intuito do aumento é conter o avanço do dólar. De fato, a medida já impactou na moeda. Hoje, quinta-feira, 18, o  dólar comercial recuou e a Bolsa opera em queda. A moeda americana está sendo negociada a R$ 5,55, uma queda de 0,58%.

Outra reflexo da medida econômica é controlar o crescimento da inflação, que tem subido acima do esperado. “A autoridade monetária já sinalizou que deve continuar o aumento na próxima reunião em maio e cumprir a meta da inflação para 2022”, destacou.

De acordo com a economista, o aumento da taxa Selic reforça a importância da aprovação das medidas essenciais como, por exemplo, a reforma administrativa. “Caso as reformas não sejam aprovadas, o gasto público no país continuará altíssimo e a inflação também tende a ficar maior”, alertou.

Para a analista de mercado, os papéis de bancos sobem com esse aumento, já que as instituições financeiras são beneficiados com a alta do juros. “O crédito fica mais caro o que acarreta o endividamento das famílias, a queda do poder aquisitivo da população e também impacta o setor produtivo, no caso as micro e pequenas empresas porque encarece o crédito”, frisou.

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