Aumento da Selic e venda da folha estão entre os motivos do Paço desistir de empréstimo com a Caixa

Busca por taxas de juros menores também estão entre os motivos que levaram o Paço de não prorrogar a contrato de financiamento com o banco federal para obras de infraestrutura na capital

O aumento da taxa Selic – que já sofreu o terceiro reajuste consecutivo este ano –; a possibilidade reforçar o caixa com mais R$ 300 milhões por meio da venda da folha dos servidores; e a busca por taxas de juros menores foram alguns dos motivos que levaram o Paço a desistir da prorrogação do contrato de empréstimo com a Caixa para obras de infraestrutura na capital.

Esta semana a prefeitura anunciou que desistiria de renovar o empréstimo. O contrato firmado por meio do programa Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa), no valor de R$ 780 milhões, é para troca do asfalto de 628 km de ruas e avenidas da cidade, foi assinado em novembro de 2019, ainda na gestão do ex-prefeito Iris Rezende (MDB).

A avaliação da prefeitura é que com os aumentos consecutivos da Selic, a taxa de juros que o Banco Central sinaliza para mercado, o custo do financiamento com Caixa ficaria com valores “exorbitantes”.

“Desde a gestão do ex-prefeito Iris eu já questionava os juros altos. Com o aumento o município pagaria três vezes mais. Começou, então, um desarranjo em relação ao empréstimo ao veicular renovação do empréstimo com a venda da folha”, pontua a vereadora Sabrina Garcez (PSD), que chegou a conversar com o prefeito Rogério Cruz sobre o assunto.

Sabrina Garcez, vereador do PSD | Foto: Reprodução


Outro fator que pesou na decisão do Paço é que desvincular o financiamento com a manutenção do contrato da folha de pagamento com a Caixa vai gerar um reforço no caixa do município de mais de R$ 300 milhões. Tal montante, segundo os cálculos da Prefeitura, será possível indo novamente ao mercado negociar com outra instituição financeira a folha dos
servidores.

A prefeitura ainda estuda buscar empréstimo – com taxa de juros menores – com outras instituições financeiras. Entre elas, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Para compensar a ausência dos recursos – por meio do empréstimo – para as obras na capital, o Paço vai recorrer à Brasília. A intenção é buscar investimentos por meio de convênios com os ministérios e emendas parlamentares.

Esta semana o prefeito Rogério Cruz chegou a visitar o senador Vanderlan Cardoso (PSD), adversário na eleição do ano passado, para agradecer emendas destinadas na construção de uma unidade de saúde e solicitar mais recursos para a construção de um parque e uma praça na região Noroeste, a mais populosa da capital.

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