Audiência Pública sobre preço dos combustíveis em Goiânia termina em confusão

Vídeo mostra o bate boca entre o vereador Djalma Araújo (Rede) e o promotor de justiça Goiamilton Machado, durante audiência promovida pela OAB

Uma Audiência Pública promovida pela Ordem dos Advogados do Brasil, seção Goiás (OAB-GO) terminou em bate boca na última quinta-feira (29/4). Circula pelas redes sociais um vídeo do momento em que o advogado Alexandre Caiado se exalta ao tentar acalmar os ânimos entre o vereador e presidente da Comissão de Direitos do Consumidor da Câmara Muncipal, Djalma Araújo (Rede) e promotor de justiça Goiamilton Antônio Machado.

A Audiência Pública sobre o aumento no preço do combustível, realizada pela OAB-GO no Auditório Eli Alves Forte, sob comando da Comissão de Direitos do Consumidor (CDC), quis promover o diálogo da Ordem com as instituições e a sociedade, a fim de discutir sobre o aumento.

Entre gritos na bancada de discussão, a gravação mostra o momento em que o promotor acusa o vereador de utilizar o debate como palanque eleitoral. Djalma teria acusado o Ministério Público de ser omisso na investigação de denúncias de uma possível formação de cartel no caso do aumento dos preços de combustíveis na capital. Veja o vídeo.

Em suas redes sociais, o vereador da Rede Sustentabilidade afirmou que já levou várias denúncias ao Ministério Público Estadual, no Ministério Público Federal, Polícia Federal, Delegacia do Consumidor, Procon Municipal, Procon Estadual, Conselho Administrativo de Defesa Econômica e até Agência Nacional do Petróleo, mas que nada foi feito.

“Para os defensores dos empresários, o preço da gasolina a quase R$ 4 está normal, que em Goiânia não existe gasolina adulterada, que é um delírio coletivo essas fraudes nas bombas. “Fui ofendido durante o evento por lutar contra o poder econômico que só quer que o povo ‘se lasque'”, defendeu.

Em julho de 2015, o Procon protocolou na 1ª Vara da Fazenda Pública do Estado de Goiás uma Ação Civil Pública com pedido de liminar para proteção de interesses coletivos lato sensu dos consumidores contra 99 postos de combustíveis por causa de um aumento simultâneo e repentino no preço do etanol e da gasolina na capital.

Foi instaurado inquérito na Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor do Estado de Goiás (Decon) contra 91 donos de postos. Entretanto, até o momento a investigação não foi finalizada, tampouco foi proferida sentença na Ação Civil Pública.

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