Atuação do Bloco Moderado mantém Pros no 1º escalão

Espaço da legenda foi mantido: ex-secretário Giovanny Bueno saiu de cena para a entrada de Rodrigo Melo, presidente estadual da sigla, no Procon da capital

Paulo da Farmácia (à esquerda) e Divino Rodrigues votaram com o Paço Municipal e garantiram espaço do Pros | Foto: Alberto Maia/Câmara de Goiânia

Paulo da Farmácia (à esquerda) e Divino Rodrigues votaram com o Paço Municipal e garantiram espaço do Pros | Fotos: Alberto Maia/Câmara de Goiânia

A nova acomodação do Pros no primeiro escalão da Prefeitura de Goiânia vai auxiliar o partido na disputa das próximas eleições municipais. Pelo menos é a avaliação do vereador Welington Peixoto ao Jornal Opção Online com a nova reforma administrativa. Mesmo assim, faz a mesma análise de aliados do PMDB: ainda há prerrogativas para reivindicar mais espaços no Poder Executivo. O pai do vereador, Sebastião Peixoto, não é do Pros, e sim do PMDB, e ocupa a nova Agência Municipal de Turismo, Eventos e Lazer (Agetul).

Entre o novo secretariado anunciado pelo prefeito Paulo Garcia (PT) nesta semana está o presidente estadual do partido, Rodrigo Melo, que vai ocupar a diretoria do Procon da capital. A dança das cadeiras envolveu também Giovanny Bueno, que saiu de cena com a extinção da Secretaria de Trabalho, Indústria, Comércio e Serviços. Ou seja: o espaço não foi alterado, apenas resguardado. “O prefeito manteve sua análise técnica e de quem pudesse render mais no cargo, além da confiança”, disse Welington.

A escolha de Rodrigo está diretamente ligada à atuação dos vereadores Divino Rodrigues e Paulo da Farmácia na Câmara de Goiânia, especialmente durante a recente tramitação da reforma administrativa. Os dois fazem parte do Bloco Moderado, formado ainda por Zander Fábio (PSL) e Dr. Bernardo do Cais (PSC). Eles dizem ter atuação “independente” do Poder Executivo.

Divino, pastor evangélico, fez a diferença em plenário. Nas comissões temáticas, Paulo da Farmácia desequilibrou e garantiu a vitória da base aliada da prefeitura, assim como na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).

A mudança dos votos veio após sucessivas derrotas do Paço Municipal em assuntos polêmicos em 2013 e 2014, como a não aprovação do Plano Diretor e o reajuste do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU/ITU). Os insucessos geraram alto desgaste na gestão petista. Os dois foram alertados sobre os respectivos comportamentos demonstrados na Casa. Inclusive com broncas vindas do presidente nacional, Eurípedes Júnior, suplente de deputado federal, e do comandante metropolitano, Reginaldo Melo.

Vereador Welington Peixoto (à esquerda) e Rodrigo Melo, que vai ocupar o Procon

Vereador Welington Peixoto (à esquerda) e Rodrigo Melo, que vai ocupar o Procon

Nos bastidores, comentava-se que houve até ameaça de expulsão deles e também de Welington Peixoto, que se aproximou do Bloco Moderado em algumas apreciações. O que a direção queria era a formação de um bloco sangue puro do Pros, sem a participação de outras legendas.

Para acalmar os ânimos, a cúpula do Pros e o Paço Municipal costuraram para que Divino e Paulo pedissem licença dos cargos por 120 dias. Com isso, os suplentes Rodrigo e Célio Silva assumiram, no dia 1º de abril deste ano. Apesar do pouco tempo de atuação na Câmara, o afastamento deu espaço, principalmente, para que o novo diretor do Procon pleiteasse o cargo. Em pouco mais de dez dias após a posse na Câmara, Rodrigo apresentou diversos requerimentos pedindo a realização de frentes de serviços para a Região Leste da capital.

A nomeação de Rodrigo, vista como surpresa por aliados, talvez não fosse novidade, já que, horas antes do anúncio do novo secretariado, o presidente do Pros despachava no gabinete de Paulo Garcia.

O prefeito, que pretende mandar no próximo semestre novo projeto de reajuste da Planta Imobiliárias de Goiânia e o consequente aumento do IPTU/ITU, parece estar coordenando as rédeas de sua base. A hegemonia ficou comprovada na massiva derrota da oposição na apreciação da reforma: 25 votos a favor e nove contra.

Agora, Paulo Garcia tem pouco mais de um ano e seis meses para dar brilho em sua imagem de gestor à população e articulador político, deixando o caminho aberto para seu sucessor, ou sucessora, como prefere afirmar.

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