Attié aposta em ações de fortalecimento para retomada do comércio em Cristalina

Ex-prefeito da cidade, Luiz Carlos Attié diz que medidas adotadas pela atual gestão enfraqueceram o comércio local e levou empresários à falência

Luiz Carlos Attié

Ex-prefeito de Cristalina e candidato na disputa eleitoral deste ano, Luiz Carlos Attié conversou com o Jornal Opção e falou sobre os principais projetos para retomar a economia da cidade e devolvê-la aos trilhos do desenvolvimento.

Único prefeito a ter sido reeleito em Cristaline, Attié deixou um grande legado de seus mandatos  — governou a cidade de 2009 a 2016. “Quando assumi, Cristalina era uma cidade sem classe média e sem geração de empregos. Com a proximidade de Brasília, a pessoa formava aqui e ia pra lá trabalhar”, relembra.

O principal fator que começou a mudar a história de Cristalina, foi a chegada de três grandes indústrias na cidade, todas viabilizadas por Attie. “Nós trouxemos as três primeiras indústrias e industrializamos a cidade. Trouxemos a Fugini (indústria de atomatados), a Bonduelle ( indústria de alimentos enlatados),a Bayer ( de sementes) e a Encotril (enlatados). Elas vieram para gerar, juntas, dois mil empregos. Hoje, só a Fugini gera 1,3 mil empregos diretos e estão trazendo empresas secundárias como de embalagens”, conta.

A chegada das indústrias foi fundamental para o desenvolvimento da cidade. Com a geração de empregos, a economia girou e a rede de hotéis e restaurantes experimentou uma verdadeira transformação.

Não foi atoa que, em 2015, Cristalina foi eleita por revistas como Istoé e Exame, como uma das 50 cidades brasileiras melhores para se viver. “Naquele ano batemos o recorde como maior geradora de empregos de Goiás. Ficamos a frente de cidades como Goiânia, Anápolis e Luziânia, que é nossa vizinha”, lembra com orgulho.

Nesse período, grandes obras também foram realizadas na cidade, como o Hospital Municipal. “Nós também construímos 120 salas de aulas, construímos uma UPA de nível de cidade de 100 mil habitantes. Transformamos o Corpo de Bombeiros em base, com heliponto. Investimos em segurança, nossa Guarda Civil foi pioneira em Goiás porque já é armada e treinada”.

De olho no futuro

Para o futuro, a principal preocupação de Attié é recuperar a economia de Cristalina. “Nós tivemos uma gestão péssima nos últimos quatro anos. Os comerciantes estão abalados porque as compras estão sendo feitas fora da cidade. Algumas ordens feitas atacaram o comércio. Sou especialista nesse assunto e a economia local precisa urgentemente de uma injeção de ânimo e recursos”, analisa.

Os fatores que levaram a economia de Cristalina à decadência são vários. De acordo com Attie, os servidores públicos tiveram reposição salarial abaixo da inflação. “Isso é absurdo e nunca tinha acontecido na história de Cristalina”.

Além disso, grande parte do comércio local não funciona aos finais de semana, fazendo com que as compras de moradores sejam realizadas em outros municípios, situação que Attié promete resolver.

“Para isso, também precisamos fortalecer o nosso turismo. O turismo implica no comércio. Nós somos a capital dos cristais, aqui você toma banho em água de garimpo. Nós precisamos fortalecer o nosso turismo”, projeta.

Além disso, Attie pretende levar para a Faculdade Central Cristalinense (Facec) o curso de medicina. “A gente sempre correu atrás para trazer uma faculdade de medicina para a cidade, mas a nossa faculdade local tem condições e vai trazer o curso. Isso vai atrair os jovens de volta para a nossa cidade.

Disputa polarizada

Attie conta que, devido a pandemia, a campanha eleitoral de 2020 é bem diferente das anteriores. “É atípica porque ninguém nunca conviveu com isso. As redes sociais é que estão comandando essa campanha”. As regras do município não permitem reuniões com mais de pessoas.

A disputa na cidade está polarizada entre Attié (Podemos) e Daniel do Sindicato (DEM), atual prefeito de Cristalina. “Hoje ninguém se reelege sem um passado para mostrar seu trabalho, é por isso que estou voltando. Participei da campanha do governador Ronaldo Caiado aqui na cidade e o povo me pedia para voltar”.

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