Atração principal do sábado, Tulipa Ruiz coloca plateia pra dançar

Segundo dia de festival foi o mais eclético até agora, indo do rock ao rap e passando pelo funk; destaque para a apresentação arrebatadora do rapper Síntese

| Foto: Bruna Aidar/ Jornal Opção

Público não ficou parado com as músicas do novo disco, Dancê | Foto: Bruna Aidar/ Jornal Opção

O segundo dia do Festival Vaca Amarela começou mais cedo: não eram nem 17h quando a primeira banda subiu ao palco Carlos Brandão. Era o Skavarone, que tocou pra um público bem pequeno. Uma pena, porque as músicas animadas seguiam uma das grandes tendências do sábado (5/9) no Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON): dançar. Tinha até um garotinho em cima do palco que, apesar da pouca idade, mostrava que a banda cumpre a promessa de não deixar ninguém parado.

As apresentações de rap do sábado começaram com o grupo goiano Clann. Os rappers tiveram problemas técnicos, mas conseguiram levar tudo numa boa e seguiram entrosados tocando músicas sobre relacionamentos, festas e legalização da maconha. Depois deles, foi a vez do primeiro grupo de rock do dia: o La Morsa, de Anápolis. Com visual meio Beatles, meio glam rock, carisma e um vocalista de personalidade, eles tocaram músicas do recém-lançado HABEMVS BAVRETS.

O Two Wolves subiu ao palco em seguida com um som indie e letras engraçadinhas e algumas polêmicas. O festival seguiu em frente com a apresentação do Peixefante, o mais psicodélico do dia. Rolaram músicas do disco Lorde Pacal e também o excelente single Quimera.

Logo depois, o Gasper, mais um representante do rap goiano. Em seguida foi a vez do Beavers, uma das bandas de stoner de Goiânia que já é conhecida do público e que fez um show animado. O Dry foi a única da noite a trazer um rock realmente pesado, alento pra quem gosta do gênero. A banda levou seu público cativo pra frente do palco e mostrou que é uma das mais respeitadas da cidade.

O funk começou com a paulistana Lei di Dai, que na verdade mistura o gênero com muito reggae. Com um corpo de dançarinos acompanhando e se mostrando muito feliz com a recepção do público, ela empolgou a plateia, que dançou junto o tempo todo. O rock voltou aos palcos com o indie do Motherfish e logo depois com o som de levada blues do The Muddy Brothers, do Espírito Santo.

O público voltou a perder a linha com o proibidão de Deize Tigrona, veterana do funk carioca. Com letras provocativas e libertárias, a funkeira canta com naturalidade músicas extremamente sexuais e que, claro, levaram os presentes à loucura. Em Injeção, o grande sucesso da cantora, não havia quem não cantasse junto os versos de duplo sentido, assim como em Prostituto, que mistura funk e tecnobrega.

Aí veio o Overfuzz, que é uma das bandas mais famosas da cidade e que começou a movimentar mais gente pra frente do palco. A energia do trio é contagiante e o público, acostumado com as apresentações, acompanha como quem reencontra um velho amigo, cantando e gritando o tempo todo.

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Com camiseta do Sabotage e um autêntico show de rap, Síntese enlouqueceu quem já era fã e ganhou muitos novos | Foto: Bruna Aidar/ Jornal Opção

Já era madrugada quando o público realmente encheu o CCON. No palco, Projetonave e Síntese, que fizeram, juntos, um dos melhores shows do festival. O rapper se juntou aos músicos do Projetonave e tirou o fôlego do público com suas rimas. Em alguns momentos, parecia ser possível ouvir a respiração da plateia, que não piscava quando todo o som cessava e só o que se ouvia era a voz dele.

Na plateia, muitos fãs de rap que cantavam junto com empolgação e pediam o tempo inteiro por essa ou aquela música. Síntese, humilde e “não acostumado a tocar em festivais, tão longe assim do público”, agradecia a todo instante pelo momento e mostrou gigantesco domínio e segurança.

O principal show da noite era o de Tulipa Ruiz, que subiu aos palcos com uma já animadíssima plateia que gritava por ela antes mesmo de ela assumir o microfone. Tulipa já deu o tom da apresentação logo no início, com Prumo. O resto de energia que o público ainda tinha foi embora com as músicas de Dancê, que, segundo a própria, é para se ouvir com o corpo.

Muito simpática e animada e usando bottons da Lei di Dai no top, Tulipa Ruiz foi, sem dúvidas, um dos maiores nomes da edição 2015 do Vaca Amarela. E deixou o público querendo mais. O último dia de festival é nesse domingo (6/9). Os destaques da noite são o grupo de rap Cone Crew Diretoria e o Fresno. Tem espaço ainda pra uma das bandas preferidas do público goiano, o Rollin Chamas.

Confira fotos do segundo dia de Vaca Amarela:

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