Ato em Goiânia homenageia vereadora morta no Rio e pede fim do genocídio negro

Marielle Franco foi morta a tiros no bairro do Estácio, região central da capital carioca, na noite desta quarta-feira (14)

Marcado para o fim da tarde desta sexta-feira (16/3), ato de luto em memória da vereadora pelo Rio de Janeiro Marielle Franco, do PSOL, deve reunir centenas de pessoas em Goiânia.

A manifestação tem concentração na Praça Cívica, no Centro da capital, às 17 horas. Na página do evento, no Facebook, mais de mil pessoas já confirmaram presença. O ato pede o fim do genocídio negro no País.

Marielle foi morta a tiros no bairro do Estácio, região central da capital carioca, na noite desta quarta-feira (14). Ela estava dentro de um carro acompanhada de um motorista, que também foi morto, e de uma assessora, quando teria sido abordada por outro veículo.

A morte violenta da vereadora chocou o país e também teve repercussão internacional. Diversas personalidades políticas e da mídia se manifestaram em solidariedade à família e para que uma investigação seja feita o mais rápido possível.

Em nota, a Executiva Nacional do PSOL manifestou pesar pelo assassinato da vereadora e destacou sua atuação política. “A atuação de Marielle como vereadora e ativista dos direitos humanos orgulha toda a militância do PSOL e será honrada na continuidade de sua luta”, diz um trecho. O partido também exigiu apuração “imediata e rigorosa” sobre as circunstâncias do crime.

Eleita com 46,5 mil votos, a quinta maior votação para vereadora nas eleições de 2016, Marielle Franco estava no primeiro mandato como parlamentar. Oriunda da favela da Maré, zona norte do Rio, Marielle tinha 38 anos, era socióloga, com mestrado em Administração Pública e militava no tema de direitos humanos.

A parlamentar também chegou a denunciar, em suas redes sociais, no fim de semana, uma ação de policiais militares na favela do Acari. “O 41º Batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro está aterrorizando e violentando moradores de Acari. (…) Acontece desde sempre e com a intervenção ficou ainda pior”, escreveu.

Há duas semanas, Marielle havia assumido relatoria da Comissão da Câmara de Vereadores do Rio criada para acompanhar a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. Ela vinha se posicionando publicamente contra a medida.

 

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