Movimento do Vem Pra Rua reuniu poucas pessoas na capital goiana. Ação acontece em várias capitais de maneira simultânea

Às 14 horas deste domingo (27/8), a Praça Tamandaré, no setor Oeste, em Goiânia, estava com um movimento pouco acima do esperado para uma tarde normal de domingo. Fora o número incomum de viaturas da Polícia Militar, apenas a presença de algumas pessoas e um carro de som poderiam dar indícios de que ali acontecia um protesto.

Diferente de outras edições, o ato anti-corrupção do movimento Vem Pra Rua estava bastante vazio no horário em que estava marcado para começar. Mais tarde, algumas dezenas de pessoas chegaram vestidas de verde e amarelo e começaram a se organizar entorno dos cartazes confeccionados pelo Vem Pra Rua, mas nada perto da mobilização já vista em outros atos meses atrás. Organizado via redes sociais, o protesto acontece simultaneamente em diversas capitais brasileiras.

A manifestação, além de ser contra a corrupção e em apoio à Lava Jato, também é crítica a assuntos atualmente debatidos no Congresso e medidas do governo de Michel Temer (PMDB), como aumento de impostos e medidas da reforma política, como a criação de fundo partidário com dinheiro público e chamado sistema “distritão”.

Em outras capitais, como no Rio de Janeiro, um dos principais alvos foi o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, que na última semana determinou a soltura de três investigados da Operação Ponto Final, desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro.