Atividades que garantem abastecimento em Goiás continuam funcionamento

Produtores rurais e parte da indústria continuam suas atividades para garantir que população ainda tenha acesso a produtos essenciais, como alimentos, medicamentos e produtos de higiene

Raimundo Nonato, produtor de laranjas, em Goiás / Foto: Divulgação

De acordo com o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado de Goiás (Seapa), Antônio Carlos de Souza Lima Neto, o decreto 9.638, assinado pelo governador Ronaldo Caiado, garante o abastecimento da população, com medidas que manté a produção, industrialização e distribuição de produtos essenciais. Atividades de estabelecimentos que atuem na venda de produtos agropecuários, desde que obedecendo às determinações das autoridades sanitárias quando foi exigido atendimento presencial da população.

“O Governo de Goiás, por meio de orientação, compromisso e responsabilidade do governador Ronaldo Caiado, tem adotado todas as medidas necessárias para garantir a segurança da população goiana e evitar que o coronavírus se prolifere. Agora, o que nós pedimos a todos é que permaneçam em casa, com tranquilidade, porque o agro não para em Goiás. Isso tudo para levar alimento à mesa de todos”, sublinhou o secretário.

O documento mantém o funcionamento das cadeias produtivas e comerciais, assegurado a oferta de alimentos para a população, com responsabilidade para o resguardo da vida do colaborador e consumidor. Insumos agropecuários ainda estarão disponíveis para produtores rurais desde que de forma remota ou agendamento prévio, evitando aglomerações. Empresas de produtos alimentícios, como frigoríficos e industrias de processamento de alimentos estão autorizadas a manter captação de produtores rurais, desde que sejam implementadas medidas de prevenção ao contágio por coronavírus. O Ministério da Saúde (MS) e as secretarias dos estados e municipais de saúde orientam uma distância mínima de dois metros entre os funcionários.

Na Ceasa, as atividades são mantidas. Algumas medidas, no entanto, impedem a aglomeração de pessoas. Álcool gel foram instalados para higienização das mãos em pontos. “estringimos o acesso ao galpão do produtor e os colocamos em espaços abertos, em grupos menores para evitar grandes aglomerações. Também orientamos que os compradores da região metropolitana e do interior venham em horários diferentes”, disse Vanuza Valadares, presidente da central de abastecimento.

Produção

“Neste período da entressafra da citricultura, muitos trabalhos são realizados de forma mecanizada. Neste momento trabalham de seis a oito pessoas, enquanto na safra, que se inicia em meados de novembro, este número chega a 40”, diz Raimundo Nonato Maia de Oliveiura, produtor de laranja em Nerópolis. Ele diz que a citricultura é feita em espaço aberto, na propriedade de 46 hectares e com quase 15 mil árvores plantadas. A circulação de veículos e pedestres foi restrita para evitar riscos. Em média, são produzidas 33 mil caixas, com 40,8kg que abastecem o mercado nacional e internacional.

Em Hidrolândia, o tratamento de eucalipto fechou atendimento presencial e realiza carregamentos agendados, diminuindo o fluxo de pessoas na empresa. “é importante que quem puder, fique em casa. Nós estamos fazendo nosso trabalho com responsabilidade para levar alimento para a mesa do cidadão”, disse o produtor Marduk Duarte.

Em Rio Verde, uma suinocultura tomou atitudes para prevenir o coronavírus. “Nenhum caminhoneiro desce para embarque ou desembarque. Além disso, os colaboradores estão usando luvas e máscaras. Estamos colocando todos os uniformes diretamente na água sanitária e, passamos a oferecer alimentos e água em copos e vasilhames descartáveis sem retorno”, informou Vanda Rizzia Ribeiro Guimarães.

 

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