Atirador seria apoiador do Estado Islâmico e nutria ódio por comunidade LGBT

Omar Mateen, identificado como responsável por 50 mortes em boate na Flórida já teria sido investigado por ligação com grupo terrorista em duas oportunidades

Foto: Reprodução

Omar era americano e já teria se mostrado transtornado ao ver homens se beijando | Foto: Reprodução

Orlando viveu momentos de tensão na madrugada deste domingo depois que um homem abriu fogo dentro de uma boate gay na cidade e matou 50 pessoas, deixando 53 feridos. Foi o maior tiroteio da história do país, obra de uma única pessoa que, segundo a Polícia, foi identificada como Omar Mateen, morto em confronto com os agentes ainda no local.

Até o momento, o que se sabe é que Omar era americano, tinha 29 anos, era casado, tinha um filho de três anos de idade e trabalhava como segurança. Ainda não se sabe precisamente qual a orientação do ataque, mas a principal teoria da Polícia é de que foi um atentado terrorista, embora a possibilidade de quem tenha sido um crime de ódio ainda não tenha sido descartada.

Omar já teria estado na mira do FBI mais de uma vez por apoio ao Estado Islâmico, mas não foram encontradas evidências suficientes para incriminá-lo. Enquanto ainda estava na boate, o homem teria ligado para a emergência para alegar apoio ao grupo terrorista, além de ter feito referências aos irmãos Tsarnaev, responsáveis pelos ataques na Maratona de Boston. Apesar de ele ser americano, alguns membros de sua família não eram.

Ainda não houve manifestação do Estado Islâmico reivindicando o ataque. John Mica, chefe de polícia de Orlando, disse que ele “Aparentava estar bem organizado e bem preparado” e estava armado com um rifle e uma pistola e “Um tipo de dispositivo” que acreditava-se ser uma bomba. Mais tarde, no entanto, os policiais garantiram que nenhum explosivo foi encontrado no local.

Em entrevista à NBC, o pai de Omar disse que seu filho agiu motivado por ódio da comunidade LGBT e que o atentado não foi motivado por sua religião. Segundo ele, o atirador já teria ficado visivelmente alterado a ver homens se beijando na sua frente.

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