Atirador de Goiânia queria se matar e foi impedido por coordenadora, diz delegado

Segundo Luiz Gonzaga Júnior, a representante da escola interviu verbalmente e evitou, inclusive, mais feridos

Delegado Luiz Gonzaga Júnior | Foto: Matheus Monteiro/ Jornal Opção

O delegado Luiz Gonzaga Júnior, titular da Delegacia Estadual de Apuração de Atos Infracionais (Depai), informou em entrevista coletiva que a coordenadora do colégio Goyazes impediu que o aluno se matasse e atingisse ainda mais colegas, já que ele tinha mais munição. “Segundo o próprio adolescente e testemunhas, ele usou um carregador até acabar. Pegou o segundo, deu mais um tiro e foi contido pela coordenadora que pediu que travasse a arma e se entregasse. Ele disse ainda que pensou em se matar”, declarou.

De acordo com Luiz Gonzaga, o adolescente agiu motivado pelo bullying que sofria de outro adolescente. “Ele agiu motivado por esse bullying  que sofria por parte de um desses colegas e resolveu matar pessoas. Primeiro foi esse colega, que era desafeto. Durante o momento da execução ele teve vontade de matar mais”, afirmou. Uma das vítimas fatais, inclusive, era amigo próximo dele.

O estudante chegou a dizer em depoimento que se inspirou em duas tragédias: Columbine, nos Estados Unidos e Realengo, no Rio de Janeiro. “Dessa inspiração fez nascer a ideia de matar alguém”, falou.

Apesar de informações preliminares afirmarem que a arma era do pai do garoto, o delegado disse que a arma era da mãe, que também é militar. “Ele pegou a arma ontem à noite sem ninguém ficar sabendo”, disse.

Em conversas preliminares o delegado teve a informação de que o atirador era “um ótimo aluno, com ótima notas”. “Ele tinha relação ótima com os pais. Não passou para ninguém da escola a situação do bullying e a informação foi corroborada pelo docentes”, garantiu.

Segundo o próprio adolescente, acompanhado por pai e advogado, ele afirmou que já passou por tratamento psicológico, sem dar maiores detalhes.

O adolescente foi apreendido em flagrante. Agora, a Depai e a Polícia Civil irão concluir a investigação e encaminhar ao Ministério Publico (MP-GO). “O MP e juiz da Infância e Juventude,então, irão deliberar sobre a internação provisória do adolescente”, finalizou.

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