Atacado por todos os lados, Marconi expõe fragilidade de oponentes durante debate

A menos de cinco dias das eleições, governadoriáveis optaram por uma estratégia de ataque 

O primeiro e último debate televisionado entre os candidatos ao governo de Goiás, que ocorreu no fim da noite desta terça-feira (30/9), pela TV Anhanguera, não foi palco para muitas novidades dentro do cenário eleitoral goiano a menos de cinco dias das eleições.

De um lado, os governadoriáveis que fazem oposição ao candidato à reeleição Marconi Perillo (PSDB) tentaram, de todo modo, apontar os principais gargalos da atual gestão estadual, além de empreender críticas que certamente ultrapassam as questões administrativas. Do outro lado, o tucano, ao mesmo tempo em que tentava se proteger das acusações, fazia o máximo para manter a linha propositiva de campanha, a qual tem defendido ao longo do período eleitoral.

Bombardeado por todos os lados e com cinco requisições para direito de resposta (com apenas uma concedida), Marconi conseguiu, em muitos momentos, expor a fragilidade de seus adversários ao responder as críticas dirigidas a ele e à sua administração.

O candidato pelo PMDB, Iris Rezende, foi o responsável por grande parte destas críticas. Confrontado sobre a área de Segurança Pública, o decano peemedebista lembrou que o Estado de Goiás é hoje o quarto mais violento do País e que, somente no último ano, 2.500 pessoas foram mortas em território goiano. Como saída, entre outras propostas, Iris destacou que pretende dobrar o efetivo policial, caso seja eleito.

Marconi, por sua vez, retrucou e disse que a alternativa apresentada se baseava em pura “demagogia”. “Para dobrar o efetivo da polícia no Estado precisaria de mais de R$ 1 bilhão. Isso é proposta para enganar a população”, asseverou, destacando os investimentos empreendidos por sua gestão na área de Segurança Pública.

O tema “funcionalismo público” foi lembrado por mais de uma vez ao longo do debate. Em uma das ocasiões, o peemedebista Iris teve que prestar esclarecimentos quanto à demissão em massa empreendida logo em seu primeiro mandato como governador. “Eu recebi o governo, em 1983, com o Estado devendo aos funcionários. Tive que tomar medidas enérgicas”, defendeu.

Assuntos como Saúde, Agronegócio e Educação também foram levantados durante o debate. Em relação à esta última área, Marconi sustentou que, caso reeleito, analisará devolver a titularidade aos professores. “Estamos analisando com total interesse a volta da titularidade, mas com os pés no chão, porque implica muito dinheiro. Não vou fazer promessa pedagógica”, frisou. A resposta foi direcionada ao candidato Antônio Gomide (PT), que chamou a atenção sobre o assunto durante o debate.

Fora os ataques unilaterais a Marconi, Vanderlan e Gomide também protagonizaram embates. Em uma das ocasiões, o petista acusou o ex-prefeito de Senador Canedo de infidelidade partidária, ao se utilizar de suas filiações como “trampolim”. “Você defende reforma partidária, mas não dá o exemplo”, disse o petista ao lembrar que Vanderlan já compôs a base do governador Marconi.

Ignorado no início do debate pelos demais candidatos, o socialista Weslei Garcia ganhou destaque ao longo do embate, não medindo críticas a nenhum dos demais governadoriáveis. “Se vocês começarem a digladiar entre si, vão descobrir que todos são farinha do mesmo saco”, pontuou durante resposta a Iris Rezende sobre transparência na política. A crise no transporte coletivo e a necessidade imediata de uma reforma política também entraram na pauta de Weslei durante o confronto.

2 respostas para “Atacado por todos os lados, Marconi expõe fragilidade de oponentes durante debate”

  1. Pablinia disse:

    “Se vocês começarem a digladiar entre si, vão descobrir que todos são farinha do mesmo saco” kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Essa foi legal. a melhor parte do debate

  2. Estéverson O. Lima disse:

    Cada candidato tem suas propostas e também tem suas fragilidades! será do mesmo jeito com Iris, Vanderlan ou qualquer outro, os eleitores tem que pensar que qualquer um que for eleito, terá boa administração em algumas pastas e mal administração em outras, o que precisamos de analisar é o que tem realmente um compromisso com a população com idéias inovadoras, normalmente essas ideias vem na 2ª, 3ª ou 4ª via! dificilmente na reeleição.

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