Associação Nacional de Pós-Graduandos denuncia a possibilidade de apagão na ciência e educação

Associação alerta para cortes de verbas e outras mudanças no orçamento destinado à ciência e educação, as quais podem vir a prejudicar ainda mais o setor sanitário brasileiro

A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), veio a público denunciar os perigos que ameaçam a sociedade brasileira no que diz respeito aos setores da ciência e educação. Segundo a ANPG, caso o Governo Federal não revogue algumas de suas decisões de cortes de verbas que devem ser feitos nas áreas citadas anteriormente, o Brasil corre o risco de enfrentar um apagão na educação e na ciência, a partir do mês de março.

Ainda de acordo com integrantes da Associação, o Presidente Jair Bolsonaro e o Ministro da Economia Paulo Guedes, apresentaram para aprovação no Congresso Nacional, o que é tido pela comunidade científica como o pior orçamento para educação e ciência dos últimos 10 anos. Ele prevê uma redução de cerca de 34% nos recursos para o Ministério da Ciência e da Tecnologia, o que diminuirá em R$ 114 milhões de reais o orçamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico, o CNPq. 

O Ministério da Educação sofrerá um corte de 18% em seu orçamento, o que representa cerca de R$ 1,4 bilhão de reais a menos a serem repassados para as Universidades e Institutos Federais de todo o país. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoa de Nível Superior, CAPES, também passará por um corte que representa um total de R$ 1,2 bilhão de reais. Integrantes da Associação alertam ainda para o fato de que o Presidente Bolsonaro vetou dois artigos que proibiam recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico de serem contingenciados, o que é visto como algo essencial para o desenvolvimento de pesquisas no Brasil. 

Respostas aos cortes

A Associação Nacional de Pós-Graduandos propõe que o Plano Emergencial Anísio Teixeira seja incluído na Lei Orçamentária de 2021, a fim de reduzir os impactos que serão causados pelos cortes de verbas destinados à ciência e à educação. O plano em questão prevê medidas como a expansão do número de pós-graduandos bolsistas e a prorrogação das atuais bolsas da CAPES e do CNPq, o que é tido como algo necessário pelos componentes da Associação, a fim que se evite o que chamam de possível colapso na ciência brasileira. 

Alegações do Governo Federal

O Governo Federal alega que os cortes que devem ser realizados nos setores da saúde e da educação são necessários para que o país consiga se manter financeiramente em outras áreas que necessitam de mais atenção no momento, uma vez que o mesmo tem enfrentado uma grave crise que reverbera em vários setores atualmente.

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