Associação de diabéticos desmente Iris sobre regularização na entrega de insulina

Representante afirma que entrega de medicamentos não foi feita e que não há previsão para que seja normalizada

Diabéticos protestaram na Câmara em fevereiro e voltarão nesta quarta (12)| Foto: reprodução

Matheus Monteiro
Especial para o Jornal Opção 

O vice-presidente da Associação Metropolitana de Apoio ao Diabético (Amad), André Fabrício Cardoso Silva, afirmou ao Jornal Opção que o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), mentiu ao afirmar que já foi regularizada a entrega de bombas de insulina e insumos farmacêuticos necessários aos portadores de diabetes.

Em entrevista a jornal local, o peemedebista disse que os pacientes poderiam procurar os postos de distribuição a partir desta terça-feira (11/4), onde encontrariam os medicamentos.

De acordo com Silva, ao ir ao centro de distribuição próximo a sua casa, onde retira a insulina para a bomba de sua filha de apenas nove anos, foi informado que nada mudou e não lhe foi dada nenhuma previsão para entrega.

“Disseram que talvez semana que vem, mas estamos vivendo de talvez desde o ano passado”, reclamou. A situação está a mesma de fevereiro, quando foi feita a última entrega de medicamentos, que não atendeu nem metade da demanda dos pacientes.

Revoltado com a falta de um posicionamento da prefeitura, o presidente da Amad entrou com uma denúncia no Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) na última segunda-feira (10) referente à falta de medicamentos e ao que ele chamou de compras emergenciais que não suprem as demandas de todos os pacientes.

Ele informou ainda que está agendada para a manhã desta quarta-feira (12) uma manifestação da Câmara Municipal. Para ele, a situação é crítica já que o custo do tratamento é muito caro.

“Grande parte das pessoas não possuem condição para bancar [o tratamento]. A maioria tem tomado menos doses necessárias, o que gera problemas para o futuro. Os pacientes estão escolhendo se vão ter consequências a longo ou a médio prazo”, desabafou.

Em nota divulgada nesta quarta-feira (12/4), a prefeitura de Goiânia afirmou que a rede tem em estoque as insulinas NPH e Levemir. Sobre a Lantus, a prefeitura disse que a chegada deste tipo de medicamento está prevista para o próximo dia 24. Confira a nota na íntegra:

Secretaria Municipal de Saúde informa sobre a distribuição de insulinas na rede de Goiânia
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informa que a rede está com estoque suficiente de insulina NPH, regular (distribuída pelo Ministério da Saúde) para atender todos os pacientes que fazem uso do medicamento.

No estoque também chegaram em abril, 6.900 refis (doses) do análogo de insulina Levemir, que tem ação lenta assim como a insulina Lantus e que estão entre as mais caras do mercado, as chamadas insulinas especiais.

Os pacientes cadastrados que fazem protestos, reclamam da falta da insulina Lantus. A chegada desta insulina está prevista para o dia 24 de abril, logo após ser entregue pelo fornecedor.

Ainda sobre a insulina Lantus, informamos que os pacientes cadastrados foram atendidos em fevereiro e março. Apenas abril está em aberto. A Prefeitura gasta cerca de R$ 600 mil/mês com insulinas especiais e atende dois mil pacientes, sem contar as outras insulinas.

Distribuição
Insulina NPH – 1890 frascos/mês
Insulina regular – 600/mês
Insulina Levemir – é feita aos pacientes cadastrados e aos que impetraram ação até 2015.
Insulina Lantus – – é feita aos pacientes cadastrados e aos que impetraram ação até 2015.

Em estoque no momento
Insulina NPH – 1400 frascos
Insulina regular – 980
Insulina Levemir – 6.800 refis
Insulina Lantus  – 00
Aprida – 00

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