Associação de comerciantes se manifestam contra interdição na Avenida Goiás

Lojistas da região se sentem prejudicados por obra no final do ano, período mais lucrativo para o comércio

Comerciantes do centro de Goiás protestam contra a interdição da Avenida Goiás. │Foto: reprodução

Nesta terça-feira, 3, a Associação Comercial e Industrial do Centro de Goiânia (ACIC) realizou uma manifestação contra a interdição da Avenida Goiás. O protesto aconteceu no cruzamento da Avenida com a Rua 4 e reuniu comerciantes locais que pedem o adiamento das obras para o ano que vem.

Devido ao Natal e Black Friday, o movimento das lojas é maior e os comerciantes da Associação se sentiram prejudicados pela escolha da interdição no final de ano, quando são “os melhores meses para o comércio” conforme explica a Associação, fundada em agosto do ano passado.

“Nós acreditamos que o prefeito Íris Rezende, por seu histórico com apelos sociais, adie as obras para o ano que vem, pois não é uma manifestação só do comércio. Nós representamos também a população local, que também sofre com a interdição”, argumentou o presidente da ACIC, Uilson Manzan, em entrevista para o Jornal Opção.

A previsão da prefeitura era de que as obras fossem encerradas em 50 dias, caso não houvessem chuvas. Contudo, um dos argumentos do presidente da ACIC é o de que a administração municipal teve quatro meses de estiagem para realizar a intervenção. Contudo, a mesma foi definida para o final de ano, historicamente conhecido por ser um período chuvoso na capital goiana e favorável para o comércio.

Uilson também trouxe dados que, apenas neste ano, até agosto, mais de 350 empresas tiveram de fechar as portas e 2.000 pessoas perderam o emprego. A tendência, segundo Manzan, é de que ainda mais comércios fechem as portas definitivamente com esta interdição. “O cliente não tem acesso à loja de carro e tem dificuldades para chegar à pé. Fatalmente essas empresas na Avenida Goiás serão fechadas. Isso com certeza agrava o fechamento que já vinha ocorrendo.

 

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