Assessora parlamentar sofre tentativa de estupro dentro da Câmara de Goiânia

Alana trabalha no gabinete da vereadora Dra. Cristina, que denunciou abusos contra mulheres na semana passada

Homem foi preso pela Guarda Civil Metropolitana e levado para a delegacia | Foto: Reprodução / Facebook

Na tarde desta quarta-feira (1º/3), uma assessora da vereadora Dra. Cristina Lopes (PSDB) sofreu tentativa de estupro dentro da Câmara Municipal de Goiânia. A jovem foi ao banheiro feminino quando um homem a atacou.

Ao Jornal Opção, a parlamentar contou que o agressor estava escondido em uma das cabines. A assessora, chamada Alana, entrou no banheiro e se dirigiu a uma cabine ao lado, quando ele tentou, então, entrar por debaixo da porta. Gritando, ela saiu correndo do banheiro.

Ao escutar os gritos, o vereador Zander Fábio (PEN) saiu de seu gabinete e conseguiu segurar o homem. Em seguida, a Guarda Civil Metropolitana foi chamada e levou o suspeito algemado para a delegacia.

Segundo informações preliminares, o agressor seria um morador em situação de rua e estaria alcoolizado.

Em sua página no Facebook, o vereador Jorge Kajuru (PRP) denunciou o caso. “Um homem cafajeste entrou na Câmara e não poderia entrar. Ele foi ao banheiro feminino e cometeu este crime”, afirmou.

O parlamentar ressaltou, ainda, que se o suspeito tivesse escapado, não haveria nenhuma imagem dele, já que as câmeras da Casa não estão funcionando. Ele afirmou, ainda, que o presidente da Câmara, Andrey Azeredo (PMDB), disse que irá solucionar o problema.

Dra. Cristina ressaltou que na última semana já havia denunciado que as mulheres vinham sido assediadas dentro da Casa. “Precisamos ter mais segurança. A Câmara está vulnerável, é perigoso. Essa foi uma tragédia anunciada. A Alana está aos prantos, não está nem conseguindo falar”, disse.

Após a denúncia feita na última terça-feira (21/2), Andrey Azeredo classificou a situação como “inaceitável” e prometeu “ação firme” contra qualquer tipo de abuso. “Sabemos do constrangimento mas precisamos de ser comunicados formalmente, pois isso é caso de polícia”, disse.

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