Assessor de deputada diz que atirou por pensar que tentavam invadir sua casa

Delegada Marcela Orçai esclareceu o que a Polícia sabe sobre a prisão de Marcus Vinícius de Farias e garantiu que a licença da arma estava vencida desde 2013

| Foto: Divulgação Assembleia

Delegada decidiu demitir Marcus Vinícius e os outros dois servidores envolvidos no caso | Foto: Divulgação Assembleia

Bruna Aidar e Sarah Teófilo

A delegada Marcela Orçai, responsável pelo caso de Marcus Vinícius de Farias, assessor da deputada estadual Adriana Accorsi (PT), esclareceu as circunstâncias da prisão por acusações de porte ilegal de arma e disparo em via pública. Ele foi preso no sábado (29/8), no Parque das Laranjeiras, após vizinhos chamarem a Polícia quando ouviram os disparos.

Marcela afirmou que, segundo Marcus, os disparos foram efetuados porque ele pensou que alguém tentava invadir sua residência. Ainda de acordo com ele, os tiros foram dados de dentro da casa – o que é contrariado pelos vizinhos, que alegam ter sido na rua. “Ainda tem muita gente para ser ouvida”, acrescentou Marcela.

Ela esclareceu ainda que Marcus não estava dirigindo um veículo oficial com outras duas pessoas dentro quando foi preso. “Não tem informação sobre isso nos autos. Ele estava dentro de casa e o carro estacionado”, disse ela.

Sobre as acusações de Marcus ter modificado a arma que usava no momento da prisão, Marcela disse que a perícia ainda vai confirmar o que aconteceu, mas que a primeira análise indica que ela era semiautomática e foi transformada em automática. Ela confirmou que os registros da arma e posse estavam vencidos desde 2013.

Neste domingo (30), a delegada Adriana Accorsi informou que decidiu demitir os três servidores de seu gabinete que estavam envolvidos no caso. A deputada acrescentou que vai instaurar sindicância para apurar as circunstâncias do ocorrido.

A Assembleia Legislativa divulgou nota nesta segunda-feira (31), em que afirma apoiar as medidas tomadas por Adriana. “A Mesa Diretora entende que o servidor público deve atuar de acordo com as normas constitucionais e as leis vigentes no país, não sendo compatível o desempenho das atribuições inerentes ao cargo com condutas ilícitas ou imorais”, diz o comunicado.

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