Assembleia termina ano com dever cumprido, segundo Vitti

Tucano diz que apenas duas matérias não foram votadas. Para ele, confusão entre base e oposição em plenário não beneficia população

Líder do Governo na Assembleia, José Vitti | Divulgação

Líder do Governo na Assembleia, José Vitti | Divulgação

O líder da bancada governista na Assembleia Legislativa, José Vitti (PSDB), fez uma avaliação positiva dos trabalhos de 2015, que findaram na noite de quinta-feira (17), com a última sessão plenária do ano.

O tucano destacou que a Casa realizou todas as sessões previstas e nenhuma deixou de ser aberta por falta de quórum. A avaliação positiva também se refere à votação de projetos de interesse da população. Apenas duas matérias ficaram para ser votadas no ano que vem. “São matérias que não trazem nenhum prejuízo ao Estado e necessitam ser melhor debatidas. No mais, eu acho que foi bastante produtivo”, assegura o líder do Governo.

Ao todo, 3.643 proposições foram apreciadas em 2015. Nesse número inclui-se 360 projetos de autoria parlamentar; 165 da governadoria; 212 vetos; 2.785 requerimentos, entre outros. Segundo o líder, os números demonstram a alta produtividade desse primeiro ano da 18º legislatura.

Turbulências

Num ano marcado por uma relação conflituosa entre situação e oposição, José Vitti não vê com bons olhos discussões polêmicas ocorridas dentro do Plenário, com ânimos exaltados, que resultaram até em ação no Conselho de Ética.

“O parlamento tem que ser voltado estritamente a discussões parlamentares. Muitas vezes as discussões passam para o campo pessoal. Desviam do campo do contraditório, que é do Estado de Direito, e tocam na vida pessoal do parlamentar, envolvendo família, esposa e filho. Já ocorreram até agressões físicas, com uso de tablets. Infelizmente não tem como prever atitudes como essa”, lamenta.

No centro desses conflitos estavam matérias polêmicas, como as que tratavam da remuneração de servidores públicos. “Tudo isso traz um pouco de dificuldades. Mas fizemos o nosso trabalho. Fomos eleitos pelo voto popular para isso. Nem sempre ser deputado da base é somente conviver com os bônus. Temos também de conviver com os ônus quando for necessário”, diz.

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