Assembleia Legislativa de Goiás discute criação de programa para evitar racismo no futebol

A intenção é fazer com que os torcedores se informem sobre as consequências e penalidades da prática do racismo

A partir da próxima semana, a Assembleia Legislativa de Goiás irá começar a discutir a implantação de um programa de conscientização com o objetivo de prevenir os chamados crimes de racismo no futebol. A ação é uma iniciativa do deputado estadual Talles Barreto (PTB), que já foi presidente da Agência Goiana de Esportes e Lazer (Agel).

Conforme o autor da proposta, o programa teria comando de um órgão do governo de Goiás voltado para o esporte. A intenção é fazer com que os torcedores se informem acerca das consequências e penalidades da prática do racismo, que é um crime tipificado pelo Código Penal Brasileiro.

Em seu parágrafo único, o programa idealizado prevê  a afixação de cartazes e folhetos educativos em hospitais públicos e particulares, além de postos de saúde, estabelecimentos de ensino, sedes de clubes e futebol, escolinhas voltadas para o esporte e também nos estádios e ginásios administrados pelo Estado de Goiás. Talles Barreto também irá solicitar a divulgação do programa por meio de emissoras de rádio e de televisão.

Episódios

O campo de futebol já foi por diversas vezes palco para a prática do racismo. Um dos episódios mais recentes ocorreu no final de abril deste ano, quando um torcedor do Villarreal atirou uma banana em direção ao brasileiro Daniel Alves durante uma partida no estádio El Madrigal. De forma inusitada, o jogador comeu a fruta dando continuidade à partida. Após o ocorrido, uma campanha intitulada “Somos Todos Macacos” tomou conta das redes sociais, ocasionando em um debate nacional sobre o racismo dentro e fora de campo.

Durante a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2014 na última quinta-feira (13/6) o gol contra do lateral Marcelo gerou comentários racistas nas redes sociais. Após o lance, internautas usaram o Twitter para atacar o jogador com a expressão “tinha que ser preto”.

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