Assassino disparou 11 vezes e tinha ódio de adolescente morta em escola de Goiás

Atirador pulou o muro da escola e efetuou os disparos dentro da sala de aula. Misael Pereira, 19 anos, foi preso em flagrante e confessou o crime

Foto Rafaela Novinske, em 2014 | Foto: Reprodução / Facebook

A jovem Rafaela Novinske, de 16 anos, foi morta com 11 tiros no rosto, depois que um atirador invadiu a Escola Estadual 13 de Maio, em Alexânia (GO), na manhã desta segunda-feira (6/11). Segundo a delegada Rafaela Wiezel, responsável pela investigação, o principal suspeito é Misael Pereira, de 19 anos, preso em flagrante logo após o crime.

Em entrevista informal à delegada, o suspeito disse que tinha ódio de Rafaela e comprou a arma para matá-la. “Além de confessar o crime, ele disse que tinha ódio da Rafaela. Eles estudaram na mesma escola e moravam perto um do outro, mas não tinham nenhum relacionamento próximo. Apesar disso, ele sabia tudo sobre a vida dela. Ao que tudo indica, ele era uma espécie de ‘stalker'”, relatou a delegada.

As investigações seguem no sentido de confirmar se o crime foi mesmo de motivação passional. “Ele nos contou sobre uma tentativa frustrada de presentear a moça ainda no ano passado, mas, a princípio, ela nunca fez nenhum mal a ele. Tudo indica que a motivação do crime foi passional”, disse a delegada em entrevista ao Jornal Opção.

Segundo Wiezel, o atirador pulou o muro da escola, entrou na sala de aula e matou a garota com 11 tiros, todos no rosto. Ninguém mais ficou ferido. Ao tentar fugir do local, o atirador pegou carona com um senhor amigo da família, mas foi encontrado pela Polícia Militar e preso em flagrante.

A polícia agora investiga se o homem que cedeu carona sabia do cometimento do crime e se estava envolvido na premeditação do assassinato. Misael era aluno da Escola Estadual 13 de Maio até o ano passado e estava atualmente desempregado. 

Outra linha de investigação busca informações de como o autor teve acesso à arma utilizada no crime, um revólver .32. À polícia, ele disse apenas que comprou o revólver para matar Rafaela, mas não disse onde ou se teve ajuda de terceiros.

Misael Pereira não tem passagens pela polícia. Ele deve prestar depoimento formal ainda nesta segunda-feira (6/11) e depois será encaminhado para o presídio de Alexânia, onde ficará à disposição do poder Judiciário.

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Nariel Grazielle Rodrigues Nunes

Por que usar o termo “suspeito” se foi preso em flagrante e além disso confessou o crime? Logo o termo correto não seria o “assassino” ?

Nathali

Pois só é considerado CULPADO (assassino não se usa em termos juridicos) depois que vai a julgamento

ilza silveira

Absurdo é a gente assistir a banalização do assassinato frio a quem quer que seja, mas especialmente às mulheres. Machismo e ódio é o que move esses assassinos, não passionalidade. Ouvi hoje uma Delegada (desculpa, peguei a entrevista depois do início, por isso não sei o nome dela) que de forma muito clara e correta chamou a atenção para o fato de se usar o adjetivo “passional” ou “passionalidade” para os casos de violência contra a mulher. Explicou que o termo costuma remeter à “paixão”, “amor”, “ciúmes” ou semelhantes, o que na verdade é ódio e dominação mesmo, reflexo do… Leia mais