Presidente da Fieg apresentou aos deputados estaduais a plataforma “Retomada Responsável” que permite a reabertura gradual do comércio e depende de aprovação do Governo

Foto: Reprodução

Representantes do Fórum Empresarial, Sandro Mabel, presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fieg), e Marcelo Baiochi, presidente da Federação do Comércio do Estado (Fecomércio), apresentaram nesta quinta-feira, 17, aos deputados estaduais por meio de videoconferência, a plataforma “Retomada Responsável”. A ferramenta tem o objetivo de facilitar a reabertura de comércios e a retomada da economia em Goiás.

De acordo com Mabel, o sistema permite individualizar situação por municípios e até por bairros da cidade. “É o secretário que vai determinar o que abre e o que fecha. É a Secretaria Estadual de Saúde que vai informar quais os municípios que não têm incidência da doença; a SES define que tipo de comércios poderá ser reaberto de maneira segura em cada lugar”, pontuou.

Para reabrir, cada empresário autorizado terá acesso, por meio da plataforma, a um termo de compromisso onde constará as medidas de segurança que deverão ser adotadas no seu estabelecimento. O empresário deverá imprimir o termo e fixar na parede.

Preocupação

Para Mabel, a preocupação é em aliar os cuidados com a saúde durante a pandemia, mas permitir com segurança que alguns setores possam retomar as atividades. “Até 31 de março, foram cerca de 30 mil pessoas demitidas em Goiás. Nós estimamos que em torno de 120 mil pequenas empresas fecharão as portas. Hoje as pessoas não podem mais esperar e estão trabalhando escondidas e sem segurança. Essa plataforma vai permitir um maior controle e uma reabertura com responsabilidade”, afirmou

Presidente da Fecomércio, Marcelo Baiochi disse que a ação vem para fortalecer o controle da pandemia. “Quando nós defendemos a reabertura das empresas, nós estamos defendendo vidas. Além de prevenir as contaminações, nós temos que garantir que as pessoas tenham dinheiro para colocar comida dentro de casa. Onde falta o pão, falta tudo. Nós não estamos defendendo CNPJs, estamos defendendo pessoas.”

De acordo com Baiochi, a plataforma está pronta para ser utilizada, e o comando ficará a cargo do Governo, caso haja interesse na ferramenta.