Arthur Chioro e Leonardo Vilela abrem mobilização nacional contra a dengue e a chikungunya

Diante do aumento do número de casos, ministro da Saúde e secretário de Saúde de Goiás reforçam que os esforços para evitar a doença devem acontecer sempre

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, o secretário de Saúde de Goiás, Leonardo Vilela e o ministro da Saúde, Arthur Chioro, em evento de abertura da mobilização nacional contra a dengue| Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, o secretário de Saúde de Goiás, Leonardo Vilela e o ministro da Saúde, Arthur Chioro, em evento de abertura da mobilização nacional contra a dengue| Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro da Saúde, Arthur Chioro,o secretário de Saúde de Goiás, Leonardo Vilela, e o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), abriram o dia D da mobilização nacional contra a dengue e a febre chikungunya no último sábado (7/2). O evento aconteceu em Valparaíso.

Leonardo elogiou o fato de o governador do DF e o Ministério da Saúde trabalharem em parceria com Goiás no combate ao Aedes aegypti, o mosquito transmissor das duas doenças.  “Mosquito não escolhe endereço para agir. Então, não adianta se um estado atuar com firmeza para eliminar os criadouros se o outro não se esforça”, afirmou o secretário.

Já Chioro defendeu que a cooperação regional não deve ocorrer apenas no caso da dengue, mas em outras ações desenvolvidas pela rede de atenção básica.

A mobilização ocorreu em Goiás porque é, atualmente, o segundo estado com maior incidência de dengue por pessoa no país, com 99 ocorrências para cada grupo de 100 mil habitantes só em janeiro. O primeiro lugar é do Acre, com 339 casos a cada 100 mil habitantes.

O último levantamento rápido para Aedes aegypti (LIRAa) constatou que 80% dos criadouros do mosquito encontrados em Goiás estavam dentro de domicílios. A maior parte deles, 41%, estava no lixo descartado de modo inadequado.

Com isso, foram reforçadas as medidas para prevenção de criadouros: cobrir caixas d’água, cisternas e poços; limpar as calhas; descartar o lixo corretamente; não deixar pneus expostos; limpar a piscina frequentemente; lavar com bucha e sabão as vasilhas de água de animais; colocar areia até a borda em vasos de plantas e outras atitudes que evitam água parada.

Só neste ano, até o dia 31 de janeiro, Goiás já tinha registrado 9.918 casos de dengue. O número é 28,72% maior que o do mesmo período no ano passado. Já neste ano, seis municípios apresentam suspeita de morte por dengue. Em 2014, foram confirmados 76 óbitos e 32 ainda estão sendo investigados.

O dia D da mobilização nacional ocorreu poucos dias depois da confirmação do primeiro caso de febre chikungunya com transmissão do vírus em solo goiano. O caso foi registrado em Rio Quente, municípios próximo a Caldas Novas.

No ano passado, dois casos foram registrados, mas em ambos a contaminação havia ocorrido em território estrangeiro (Caribe e Guiana Francesa).

Preocupação nacional

Em todo o Brasil, o número de casos de dengue registrados nas primeiras quatro semanas do ano foi 57% que o alcançado no mesmo período do ano passado. Em 2014 foram 26.017 casos em janeiro e em 2015, 40.916.

Para o ministro da Saúde, um dos motivos desse aumento é a crise hídrica. Com ela, várias pessoas passaram a estocar água em casa e, muitas vezes, o armazenamento não é feito de maneira correta.

“Não há problema em fazer armazenamento, mas qualquer processo de armazenamento de água deve respeitar a proteção,pois a água limpa parada, mesmo que seja de chuva, de bica, vai aumentar o risco de proliferação das larvas. O acondicionamento correto, tapar esses recipientes, é fundamental”, avaliou o ministro.

Chioro ainda afirmou que o governo vai fazer um estudo para ver a relação entre a falta de água e o número de casos de dengue e vai alertar para que a população guarde água com segurança. A preocupação com a doença está grande, pois geralmente o aumento da incidência é nos meses de março e abril, e neste ano, já está acontecendo.

Segundo o ministro, certamente o número de pacientes com dengue é subnotificado, pois muitas vezes os sintomas são leves e, por isso, o paciente não procura atendimento médico.

A boa notícia é que os casos graves da doença cairam 71%, de 49 para 14, no primeiro mês, de 2014 para 2015. As mortes também caíram no mesmo período, de 37 para 6. Para o diretor do Departamento de Dengue e Chikungunya do Ministério da Saúde, Giovanini Coelho, esses números apontam uma melhora no sistema de saúde para tratar os pacientes.

*Com informações da Agência Brasil e do departamento de Comunicação da Secretaria de Saúde do Estado de Goiás

 

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Eduardo Araujo

No Brasil a Dengue poderia estar sob controle ou minimizada não fosse a resistência do Governo em utilizar a APLICAÇÂO AÈREA de inseticidas especiais, de baixa toxicidade e em baixa dosagem, para o controle de mosquitos adultos. A epidemia só se instala quando há um descontrole da população de MOSQUITOS ADULTOS, a qual pode ser controlada eficaz e rapidamente com o uso de aviões para aplicação de inseticidas apropriados, semelhantes aos aplicados via terrestre – os populares “fumacês”. O método, rápido, SEGURO e barato, é recomendado pela Organização Mundial da Saúde e reconhecido pelo próprio Ministério da Saúde Brasileiro, caso… Leia mais