Araújo Jorge pode suspender atendimento por falta de recursos

Em nota, entidade responsável pela administração do hospital afirma que a unidade passa por grave crise financeira e existe “real ameaça” de suspensão dos serviços

Fachada do Hospital Araújo Jorge, tirada em 2013 A| Foto: Divulgação / Facebook

Fachada do Hospital Araújo Jorge| Foto: Divulgação / Facebook (2013)

O Hospital Araújo Jorge, referência no tratamento de câncer em Goiás e em toda a região Centro-Oeste, pode suspender o atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde, devido a uma grave crise financeira. É o que anunciou nesta segunda-feira (1/8) a Associação de Combate ao Câncer em Goiás (ACCG), entidade que administra o hospital.

Hoje os pacientes do SUS compõem 80% dos mais de 80 mil atendimentos mensais, entre consultas, internações, cirurgias, sessões de quimioterapia e radioterapia, exames anátomo-patológicos, citológicos e exames de patologia clínica.

De acordo com o presidente da ACCG, médico Paulo Moacir de Oliveira Campoli, a situação atual é decorrente da combinação da “gestão fraudulenta”, destituída em 2012 durante a “Operação Biópsia” do Ministério Público, que teria deixado uma dívida de quase 80 milhões de reais, a crise financeira do País e a alta do dólar,  que resultou no aumento de custos dos insumos hospitalares e medicamentos.

Outra dificuldade da administração que pode culminar na paralisação dos atendimentos seriam os valores praticados pela tabela do SUS, que hoje representa 85% da receita e estariam congelados há quase 20 anos, gerando um alto deficit entre o valor dos tratamentos e o repasse feito pelo sistema.

A administração do hospital marcou uma coletiva de imprensa na próxima terça-feira (2/8) pela manhã para prestar maiores esclarecimentos. Além do presidente da ACCG, estarão presentes os médicos César Bariani, chefe do Serviço de Hematologia e Trasplante de Medula Óssea (TMO); Márcio Roberto Barbosa da Silva, tesoureiro-geral; e Alexandre João Meneghini, diretor-técnico do Hospital Araújo Jorge; e, ainda, João Batista da Silva, voluntário do TMO há 11 anos.

 

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.