Aprovado projeto que torna obrigatória presença de psicólogos em escolas de Goiás

Matéria de autoria do deputado Francisco Jr contou com parecer favorável nesta quarta-feira (20) e segue para segunda e última votação

Projeto de autoria do deputado estadual Francisco Jr (PSD), que tem como objetivo disponibilizar na rede pública estadual de educação o serviço de psicologia escolar, foi aprovado em primeira votação durante sessão ordinária na Assembleia Legislativa de Goiás.

Apresentada ainda no mês de agosto do ano passado, a propositura busca fornecer um ambiente mais saudável em escolas estaduais de educação básica, através da figura do psicólogo escolar.

O profissional, devidamente habilitado, deverá atuar junto às famílias, professores, alunos, direção e a equipe técnica da escola, com o objetivo de melhorar o desenvolvimento humano dos alunos, as relações professor-aluno e aumentar a qualidade e eficiência do processo educacional.

Ao falar sobre o projeto, Francisco Jr ressalta que a figura do psicólogo escolar surge para colaborar com a comunidade educacional. “O professor na sua correria e com o número de alunos que tem, não consegue mais fazer esse acompanhamento individualizado do aluno. O psicólogo educacional é um profissional que vai estar qualificado, preparado para estar auxiliando os alunos a partir da sua realidade e dramas pessoais”, detalhou o deputado.

Uma das apoiadoras da proposta é a ex-secretária de Educação do Estado de Goiás, Raquel Teixeira. A professora destaca a importância do equilíbrio na vida dos jovens. “Nós vivemos em uma sociedade em que existe muita desagregação de valores e princípios, estamos vendo todos os dias jovens se suicidando e fazendo automutilação. As competências socioemocionais são importantes para o equilíbrio do jovem e é claro que a presença de um psicólogo escolar é essencial nesse fator equilibrador, orientador de jovens e famílias”, frisou Raquel.

Outra apoiadora é a presidente da Comissão de Psicologia Escolar do Conselho Regional de Psicologia (CRP), Alba Cristhiane Santana. Doutora em Psicologia do Desenvolvimento pela Universidade de Brasília (UNB), a psicóloga ressalta a contribuição que o psicólogo escolar pode fornecer.

“O que a gente tem entendido é que a psicologia pode contribuir com os profissionais escolares, pode contribuir com os alunos, pode ajudar a diagnosticar e a pensar o que anda acontecendo? O que a gente pode pensar dos métodos pedagógicos? Em que medida a escola e os métodos pedagógicos podem ajudar na superação de dificuldade de aprendizagem, de evasão, de situações de relacionamentos e situações de violência?”, reforça.

Para que seja sancionado e se torne lei, o projeto ainda precisa passar por mais uma votação na Assembleia e, caso receba votação favorável, ser enviado para sanção de José Eliton, governador do Estado. Caso sancionada, a lei entra em vigor 180 dias após a sua publicação.

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