Em primeira filiação partidária, religiosa defende conservadorismo para trazer equilíbrio à sociedade

A missionária da Assembleia de Deus Keila Bieliski está em sua primeira filiação, mas tenta alçar um longo voo, ao colocar-se pré-candidata a deputada federal pelo PTB. A aliança com o partido partiu de seu interesse pelo perfil mais conservador, principal pauta que busca defender caso seja eleita à Câmara Federal. Para isso, acredita no sucesso de muitos anos de trabalho de missão religiosa em todo o estado, em serviço semelhante ao que pretende fazer como parlamentar. “O trabalho como missionária é muito amplo, pois realizamos trabalhos sociais, aconselhamento familiar nos mais diversos aspectos, além claro da assistência religiosa. [Na Câmara,] Vejo que terá uma abrangência maior e poderei ajudar mais pessoas, ofício este, que pra mim é uma missão, assim como a política”, aponta.

Keila defende princípios comuns entre a direita conservadora brasileira: Deus, Pátria, família e liberdade. A defesa baseia-se na opinião que o conservadorismo traz equilíbrio à sociedade. “Esse equilíbrio é necessário para uma sociedade saudável. Nós últimos anos, perdemos espaço, o país precisa resgatar os valores, como amor, respeito e o patriotismo”, explica. Nesse sentido, ela defende que, apesar de juntas desde o século XVI, política e religião tiveram momentos de separação e, agora, passaram a não ter razão “mesmo com a verdade dos fatos”.

A pré-candidata declara que exercer um cargo político sempre foi um sonho. Há 15 anos, já tentou candidatar-se pela primeira vez – aqui, como deputada estadual –, mas foi impedida por limitações pessoais dentro do sistema religioso. Agora, porém, compreende que as mulheres estão em outra posição na sociedade, na política e na igreja. “Agora quero federal porque sei que já plantei muito, tenho muita estrada e construí o meu legado”, acredita.

Sem surpresas, a defesa da pauta conservadora garante que Keila apoia a reeleição de Jair Bolsonaro (PL). Em Goiás, o apoio é acompanhado pelo pré-candidato do presidente, Major Vitor Hugo (PL), mas ainda não há definição sobre dobradinha com outros candidatos. “Estou escolhendo a dedo. Não posso me aliançar com pessoas que amanhã podem prejudicar o meu nome, que carrego como uma medalha. Muitas pessoas procuram, mas meu nome só vai fazer aliança com quem tem os mesmos pensamentos e ideais”, garante.