O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu, na manhã desta terça-feira, 25, a visita dos filhos Flávio e Carlos Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, onde cumpre prisão preventiva desde sábado, 22. As visitas foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

A decisão judicial determinou que cada visita ocorresse separadamente, entre 9h e 11h, com duração máxima de 30 minutos. Por volta das 9h18, Flávio chegou ao prédio; Carlos chegou dois minutos depois, cada um em um veículo distinto.

Declarações de Flávio Bolsonaro

Ao deixar a PF, o senador Flávio Bolsonaro reforçou a narrativa de que o pai estaria em estado de confusão mental devido ao uso de medicamentos. Segundo ele, Bolsonaro passou a noite com uma forte crise de soluço, amenizada após receber um remédio oferecido por um policial federal.

Flávio também defendeu que o ex-presidente volte à prisão domiciliar, alegando que Michelle Bolsonaro é responsável pelos cuidados diários:
“É ela quem arruma ele na cama, quem verifica se está tudo bem, se ele dormiu na inclinação correta”, afirmou.

O senador ainda disse que Bolsonaro pediu para conversar com os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco, e do Republicanos, Hugo Motta, para insistir na aprovação de uma anistia. Segundo Flávio, esse pedido foi feito “diretamente” pelo ex-presidente.

Declarações de Carlos Bolsonaro

Carlos Bolsonaro também falou com a imprensa após a visita e repetiu a tese de confusão mental como explicação para a violação da tornozeleira eletrônica. Ele confirmou que Bolsonaro teve crise de soluço e disse que os dois tiveram “um papo de pai para filho”.

Próximas visitas

Na quinta-feira, 27, o ex-presidente deverá receber o filho Jair Renan. A visita também ocorrerá das 9h às 11h, pelo período máximo de 30 minutos.

Condições da detenção

Bolsonaro está detido em uma sala especial destinada a autoridades. Sua prisão preventiva foi decretada por risco de fuga, violação da tornozeleira eletrônica e tentativa de usar uma aglomeração de apoiadores — convocada por Flávio — para dificultar a fiscalização das medidas cautelares.

Acompanhamento médico

Moraes reiterou que, em caso de emergência, o SAMU deve ser acionado. Bolsonaro está recebendo os remédios prescritos pela médica Marina Grazziotin Pasolini, e a equipe médica autorizada no processo tem acesso liberado para monitorar seu estado de saúde.

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