Após veto do prefeito e saída de food trucks, Mutirama fica sem comércio de alimentos

Quem for ao Parque deve levar seu próprio lanche, já que a comercialização nos quiosques e food trucks está proibida

Foto: Fábio Costa | Jornal Opção

Quem for ao Mutirama a partir desta segunda-feira, 5, deve ficar atento, pois não está sendo comercializado quaisquer item de alimentação dentro do parque. Isso porque os tradicionais quiosques foram fechados pela Prefeitura de Goiânia, que prepara uma licitação para a contratação de permissionários que atuarão no local.

A autorização para o funcionamento de food trucks dentro do Mutirama também se encerrou, ou seja, os visitantes devem se programar para levar o próprio lanche caso desejem se alimentar durante o passeio. A situação deve se perdurar por um bom tempo, uma vez que a nova licitação responsável pela resolução deste imbróglio sequer foi iniciada.

O que diz a Agetul

Procurado pela reportagem, o presidente da presidente da Agência Municipal De Turismo Eventos E Lazer (Agetul), Urias Júnior, argumentou que não há que se falar em desabastecimento, já que a região do parque contempla supermercados e estabelecimentos comerciais.

Ele também afirmou que já é prática comum entre os frequentadores a realização de piqueniques. “Vamos incentivar essa prática. E quem não levar seu alimento pode se dirigir a um supermercado na região, por exemplo”, pontuou. Dentro do Mutirama, portanto, estão sendo disponibilizados apenas bebedouros com água filtrada.

Segundo Urias, a autorização dos food trucks se justificou pelo fato da intensa movimentação no período de férias escolares. “Tínhamos uma movimentação de cerca de 10 mil pessoas no Mutirama, o que justificou a medida”, argumentou o presidente da Agetul. 

Enquanto a situação não se resolve, os antigos permissionários ainda anseiam assegurar o retorno ao local. Eles aguardam a volta dos trabalhos na Câmara Municipal de Goiânia, quando será analisada a derrubada do veto do prefeito Iris Rezende ao projeto do vereador Paulo Daher (DEM). A proposta busca garantir a permanência dos 36 permissionários no Mutirama e adia a licitação para novos contratos por um ano. 

 

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