Após vacinação ágil e lockdown “de verdade”, Israel registra 1º dia sem mortes por Covid-19

Diretor do maior hospital do país disse que  imunidade coletiva é a “única explicação” coerente para a queda contínua de casos

Profissionais de saúde da linha de frente contra a Covid-19 em Israel olham para o céu, enquanto aviões militares fazem manobras para saudar seu trabalho | Foto: Ori Shemesh

A receita está aí pronta para ser repetida a quem puder e ousar: depois de uma vacinação que abrangeu a maior parte da população em tempo recorde e um rigoroso fechamento (lockdown), Israel pôde comemorar, neste sábado, 24, o primeiro dia em dez meses sem registro de nenhuma morte por Covid-19.

Ao longo da pandemia, 6.346 pessoas já morreram no país, segundo os dados do ministério da Saúde local. Atualmente, o país possui a maior taxa de vacinação do mundo, abrangendo 5 milhões de pessoas vacinadas com duas doses – o correspondente a 52% de sua população. “Esta é uma grande conquista para o sistema de saúde e os cidadãos israelenses. Juntos, estamos erradicando o coronavírus”, escreveu o ministro da Saúde, Yuli Edelstein, na última sexta-feira, 23, em sua conta no Twitter.

Eyal Leshem, diretor do Sheba Medical Center, maior hospital de Israel, disse que Israel está perto de alcançar a chamada “imunidade do rebanho” – quando há um número suficiente de uma população protegida contra uma infecção para impedir a disseminação. Leshem também afirmou que a imunidade coletiva é a “única explicação” coerente para a queda contínua de casos no país. “Isso nos diz que mesmo se uma pessoa estiver infectada, a maioria das pessoas que encontra andando por aí não será infectada por ela”, disse sobre às medidas de restrição, que estão sendo suspensas aos poucos. 

Desde que Israel iniciou sua campanha de vacinação, em dezembro do ano passado, o país é o número 1 de doses aplicadas por milhão de pessoas. Com isso, a pandemia em Israel voltou a recuar após atingir o seu ápice, em janeiro deste ano. Após um mês de lockdown, em que de fato só funcionaram os serviços essenciais, a vacinação começou a correr e o governo flexibilizou as restrições de circulação de habitantes.

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