Após união de DEM e PSL, partidos avaliam formar federação para igualar disputa

PP, PL e Republicanos abrem conversas, mas filiação de Bolsonaro é empecilho. Novo modelo exige que legendas se fidelizem por quatro anos

Valdemar Costa Neto (PL). | Foto: reprodução

Para fazer frente ao União Brasil, partido resultante da junção do DEM e do PSL, as legendas iniciam tratativas para se juntarem em federações. A possibilidade foi aberta depois que o Congresso derrubou o veto presidencial, há duas semanas. PP, PL e Republicanos abriram conversas para discutir o tema. Além disso, há tratativas entre MDB, Avante e Solidariedade e Cidadania, Rede e PV.

A nova legislação eleitoral permite que as siglas se unam em federações. No entanto exige-se que permaneçam juntas por, no mínimo, quatro anos. Este é um empecilho para o avanço das tratativas de PP, PL e Republicanos.

As siglas dão liberdade a seus diretórios estaduais para apoiarem o candidato à presidência mais conveniente na região. Com a probabilidade de Bolsonaro (sem partido) se filiar ao PP, a formação de federação pode ser prejudicada, pois, neste caso, todos teriam de apoiar o atual presidente.

MDB, Avante e Solidariedade esboçaram uma possível união. Mesmo assim admitem ser difícil que a federação prospere. Juntos, os partidos somariam 55 representantes na Câmara dos Deputados.

Apesar da previsão de que cada partido gerenciaria seus próprios fundos partidários e eleitorais, o dinheiro poderia ser usado para eleger políticos da aliança. A soma dos recursos de PP, PL e Republicanos é de R$ 153 bilhões.

As conversas evoluem entre Cidadania, Rede e PV. Na esquerda, PSB e PCdoB também consideram formar federação. O PDT procura adequação para considerar uma união. Segundo o presidente deste último, há muita conversa, mas nada definido.

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