Após tentativa de golpe, presidente turco diz que pena de morte não está descartada

Medidas de Erdogan incluem ainda expurgo a funcionários e detenções em massa de juízes e preocupam comunidade internacional

Após a tentativa de golpe militar na Turquia da última sexta-feira (15/7), o presidente do país, Recep Tayyip Erdogan, tomou algumas medidas que preocupam a Europa. Em um comunicado divulgado nesta segunda-feira (18), o Conselho da Europa afirmou que detenções em massa de juízes não são um meio aceitável de restaurar a democracia.

Centenas de generais e juízes já foram detidos na Turquia, acusados de apoiarem a tentativa de golpe. O presidente da Comissão de Veneza, Gianni Buquicchio, destacou que cada juiz tem direito a um procedimento justo e devem ter o direito à defesa respeitado. “É essencial respeitar o Estado de Direito, sobretudo na reação a uma tentativa violenta de derrubar um governo eleito”, acrescentou.

A União Europeia também se mostrou preocupada com recentes declarações do presidente turco de que a pena de morte pode ser reconsiderada no país. Em entrevista à CNN, Erdogan afirmou que era claro que o caso se tratava de um crime de traição e que a pena de morte não estava descartada.

Porém, de acordo com o presidente, a penalidade só voltaria a ser praticada com a aprovação do Parlamento. A pena de morte foi abolida em 2004, após esforços conjuntos com a União Europeia.

Outra medida que causou preocupação internacional foi o expurgo lançado pela Turquia que demitiu nesta segunda-feira aproximadamente nove mil funcionários. De acordo com o presidente, os conspiradores são um “vírus” que ele pretende eliminar do país com essas medidas.

A União Europeia e os Estados Unidos, aliados da Turquia, alertaram o presidente quanto a uma vingança excessiva e pedem respeito ao estado de direito.

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