Após tentar impedir ocupação, professor da UFG é expulso de prédio por estudantes

Diretor do Instituto de Ciências Biológicas resistia à ocupação de unidade quando foi retirado por alunos; Adufg emitiu nota de repúdio ao ocorrido

Caso aconteceu nesta segunda-feira (14) | Foto: Reprodução / Vídeo - Adufg

Caso aconteceu nesta segunda-feira (14) | Foto: Reprodução / Vídeo – Adufg

Na última segunda-feira (14/11), estudantes da Universidade Federal de Goiás (UFG) ocuparam um dos prédios do Instituto de Ciências Biológicas (ICB), que fica no Campus Samambaia. Durante a ocupação, entretanto, o diretor do ICB, professor Reginaldo Nassar tentou impedir os estudantes de entrarem na unidade e acabou sendo expulso.

Um vídeo divulgado pelo Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg) mostra o momento em que Reginaldo se coloca à porta do prédio e tenta evitar a ocupação. Depois, é possível ver que os alunos conseguem entrar no ICB3 e, ao meio de alertas para não bater no professor, o diretor da unidade é retirado de dentro do local pelo braço por dois jovens.

Reginaldo afirmou que já fez exame de corpo de delito porque teve uma lesão no braço. “Me dei conta de que não estamos enfrentando coisa simples, é um movimento neo fascista e estruturado, quem fala contra é destruído”, disse o professor.

“Eles já haviam anunciado no conselho diretor que os professores deveriam ter medo. Achamos engraçado num primeiro momento, mas eles instalaram o medo como forma politica, isso é fascismo. É hora de unir forças democráticas contra esse movimento””, afirmou.

A Adufg emitiu uma nota em que “repudia a expulsão agressiva” do diretor do ICB. O sindicato afirma que apoia o movimento estudantil no contexto de protestos e resistências diante das ameaças à educação, mas rejeita “veementemente” atitudes de agressão contra professores da UFG.

“Este é um momento de união de forças entre docentes, técnicos administrativos, estudantes e dirigentes para que a luta possa produzir resultados em defesa da educação pública, gratuita e de qualidade”, defende a nota.

A reportagem tentou entrar em contato com os alunos da ocupação, mas até o fechamento da matéria não foi atendida.

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Tomás de Aquino Portes

A nossa UFG, infelizmente, está virando escola de bandidos. Esses delinquentes não estariam aqui, como alguns professores que inacreditavelmente os apoiam, se, em 2007, não tivesse sido aprovado o plano de reestruturação das universidades (REUNI), que eles combateram violentamente. Somente foi aprovado o REUNI depois do Reitor se reunir com o Conselho Universitário em sala fechada e trancada, na Justiça Federal e, como consequência da aprovação do tal REUNI, a Universidade dobrou de tamanho. Acredito que os que aparecem mascarados no vídeo não são da UFG.