Após surto de bactéria desconhecida, Ministério Público pede interdição parcial de penitenciária em Roraima

Presídio tem capacidade para abrigar 1.575 presos, mas hoje comporta 2.086 pessoas

Foto: Reprodução.

Na manhã desta segunda-feira, 20, O Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR) solicitou a interdição parcial da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (PAMC). O pedido aconteceu em razão dos relatos sobre por bactéria ainda desconhecida que atingiu detentos custodiados na unidade prisional.

O MPRR também denunciou a superlotação do presídio, que tem capacidade para abrigar 1.575 presos, mas hoje comporta 2.086 pessoas. O órgão sugeriu que novos detentos sejam encaminhados à Cadeia Pública de Boa Vista, e não mais à PAMC.

Mais de 20 presos da unidade estão contaminados pela doença infecciosa que deforma partes do corpo.  Além disso, alguns dos detentos apresentam tuberculose e suspeitas de hepatite.

O advogado e presidente da OAB no estado de Roraima, Ednaldo Vidal, definiu a situação como vergonhosa. “Tomamos conhecimento do caso quando recebemos denúncias de que presos foram encaminhados ao Hospital Geral de Roraima nessa situação degradante. Encaminhei os fatos à Comissão dos Direitos Humanos, que visitou o hospital e a prisão, e constatou o descontrole dessa doença entre os presos”, declarou.

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