Após ser anunciada, secretária-executiva do MEC diz que deixou cargo

“Hoje, após uma semana de espera, recebi a informação que não faço mais parte do grupo do MEC”, declarou no Twitter

A Educadora Iolene Lima, oito dias após ser anunciada como nova secretária-executiva do Ministério da Educação (MEC), pelo ministro Ricardo Vélez Rodríguez, comunicou sua saída do cargo, antes mesmo de assumir. O cargo que ela ocuparia é considerado o “número 2” na hierarquia.

“Hoje, após uma semana de espera (para assumir), recebi a informação de que não faço mais parte do grupo do MEC”, declarou Iolene em sua conta no Twitter, na madrugada desta sexta-feira, 22. Ela afirmou ainda, que aceitou o convite para “servir ao país” e “construir um Brasil melhor por meio da educação”, deixando um emprego que estava há cinco anos à frente do Colégio Inspire, em São José dos Campos (SP).

A indicação de Iolene ao cargo veio de sucessão de substituições. No último dia 12, o ministro havia anunciado a troca de Luís Antônio Tozi, que ocupava o cargo de secretário executivo do MEC, por Rubens Barreto da Silva, secretário executivo adjunto. Barreto, no entanto, não chegou a assumir a secretaria e Iolene foi nomeada no último dia 14.

Iolene Lima é ligada à Primeira Igreja Batista de São José dos Campos, atualmente conhecida como Igreja da Cidade, a educadora chegou a defender, ao longo da carreira, que toda disciplina do currículo escolar deveria ser organizada “sob a ótica das escrituras”, referindo-se a passagens bíblicas. Seu ponto de vista, entretanto, gerou resistências entre outros educadores.

Um novo nome para ocupar o cargo ainda não foi manifestado pelo ministro Vélez Rodríguez, o qual vem conduzindo uma administração marcada por polêmicas, como, por exemplo, a determinação para que as escolas gravassem os alunos cantando o Hino Nacional e enviassem vídeos ao Ministério da Educação (MEC).

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