Após rejeição de ponto biométrico, Paulo Magalhães diz que população dará resposta a vereadores

Segundo vereador, projeto não estava na pauta e teria sofrido articulações que impediram sua aprovação 

Paulo Magalhães (PSD), autor da proposta | Foto: Divulgação

O projeto de Lei do vereador Paulo Magalhães (PSD) que modifica o regimento interno da Câmara Municipal de Goiânia para instituir o ponto biométrico para os 35 vereadores foi rejeitado pelo Plenário da Câmara Municipal de Goiânia. Foram 11 votos contra o projeto e 8 a favor, além de diversas abstenções de parlamentares que, segundo Magalhães, teriam sido orientados a faltar.

“É preciso ter honestidade acima de tudo, faltaram com respeito à minha pessoa. Tenho 72 anos, sou presidente da Comissão dos Idosos, e não tiveram consideração com a minha pessoa”, disse Paulo ao explicar que o projeto não estava na pauta e, por isso, foi pego de surpresa.

Na sessão desta quarta-feira, 13, a matéria entrou em discussão e o autor chegou a apresentar um pedido de vistas que foi rejeitado pelos vereadores. “Pedi vistas para que eu pudesse conversar com minha assessoria e infelizmente negaram. Foi tudo tramado”, lamentou o vereador.

Manobra

De acordo com o vereador Paulo Magalhães, a proposta foi rejeitada após uma manobra engendrada pelo presidente da Casa, Romário Policarpo (Patriota). “Ele teve o meu apoio para se tornar presidente da Câmara com o compromisso de moralizar a Casa e hoje ele mostrou que jogou sujo comigo”, afirma Magalhães.

Segundo a proposta, os parlamentares ficariam obrigados a registar suas presenças em plenário, através do ponto biométrico. O registro seria feito no início dos trabalhos, às 9 horas, no início da Ordem do Dia, às 11 horas e ao final da sessão.

“A população vai saber dar uma resposta a esses vereadores que não querem trabalhar e não respeitam o dinheiro que recebem. Estarei aqui todos os dias denunciando o nome dos faltosos, principalmente dos evangélicos e dos médicos que fazem da Câmara um bico”, concluiu Paulo.

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