Após reclamação de servidores, presidente do Imas retira resolução sobre desconto em folha

Sebastião Peixoto alega que o texto foi publicado com erro devido a um equívoco do Conas

Foto: Divulgação

O presidente do Instituto de Assistência à Saúde e Social dos Servidores Municipais de Goiânia (Imas), Sebastião Peixoto, disse ao Jornal Opção que a denúncia, publicada neste site, feita pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), não procede. Segundo ele, a resolução foi publicada sem acordos feitos anteriormente por erro do Conselho de Assistência à Saúde e Social dos Trabalhadores do Município (Conas), do qual também é presidente.

“Eles fizeram tudo errado, esqueceram de colocar o que havia sido aprovado e eu assinei sem ver que não tinha sido atualizado”, disse. O caso se refere a uma resolução que normatiza o Imas, que deveria estabelecer desconto somente no contrato mais antigo, no caso de servidores com dois contratos na Prefeitura e Plano de Saúde para trabalhadores em contrato temporário.

Além disso, Sebastião afirmou que fez uma portaria para que os servidores com contrato na saúde e na educação tenham desconto só em um dos contratos já a partir desta sexta-feira, 14. “Isso é para que o benefício não se perca no tempo que deve levar até que o prefeito assinar resolução com o texto correto”, declarou.

A resolução final publicada, no entanto, não continha os benefícios e indignou os servidores, que alegaram que faria parte de uma artimanha do presidente do Imas junto com o prefeito Iris Rezende (MDB).

Segundo Sebastião, nesta sexta-feira, 14, quando percebido o erro, a resolução foi retirada e, imediatamente, o presidente irá publicar novo texto com os benefícios acordados. “Eles são incompetentes e isso vai ser corrigido, servidores que têm dois contratos vão pagar o Imas só em um contrato”, garantiu.

A conselheira do Conas, Ludmila Morais, que representa o Sintego no conselho, disse que não houve erro do Conas. “No dia 12 nós finalizamos o texto que vinha sendo trabalhado há meses, o presidente entrou em uma sala e alterou a redação e publicou como se fosse o texto aprovado”, afimrou.

Segundo ela, os conselheiros se manifestaram logo que viram o erro e a categoria pretende ir ao Ministério Público para judicializar Sebastião sobre o feito. “O fato dele ter revogado o texto não o exime da ilegalidade cometida”, disse. Ludmila ainda considerou absurda a acusação ao Conas.

Cancelamento da publicação da resolução. Foto: Divulgação/Gabinete do Imas

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