Após prisão, presidente da Alerj pede licença do mandato até janeiro de 2018

Investigado na Lava Jato, Jorge Picciani chegou a ser preso esta semana mas plenário da Assembleia revogou decisão contra ele e outros dois deputados do PMDB

Deputado Jorge Picciani (PMDB) | Foto: Fernando Frazão / Agênci Brasil

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani (PMDB) informou neste domingo (19/11) que vai se licenciar das atividades parlamentares a partir da próxima terça-feira (21) para se dedicar a sua defesa na Justiça. Ele deve ficar afastado até janeiro de 2018.

Picciani é um dos investigados na Operação Cadeia Velha, desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro que investiga esquema de corrupção entre parlamentares e empresas do setor de construção e transporte público. Ele e os deputados Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB, foram presos esta semana indiciados por uso dos cargos públicos para corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Os três parlamentares foram soltos após o plenário do Alerj votar pela revogação da prisão, em sessão na última sexta-feira (17). O filho de Jorge Picciani, Felipe Picciani, permanece preso em consequência da mesma operação. A empresa gerenciada por ele e comandada pela família Picciani há 33 anos, teve a conta bloqueada como parte da operação.

No sábado (18), o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) protocolou eletronicamente na Justiça um mandado de segurança pedindo a anulação da votação de sexta-feira (17).

No pedido, o MP alega que o presidente em exercício da Alerj durante a sessão, deputado Wagner Montes (PRB), e a mesa diretora ignoraram a liminar que determinava que a sessão fosse aberta para todos os cidadãos. O requerimento à Justiça pede a realização de uma nova sessão, que repita a votação, permitindo o acesso às galerias.

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