Após pressão, Ernesto Araújo pede demissão do Ministério das Relações Exteriores

Informação ainda não foi confirmada pelo Governo; na manhã sexta segunda-feira, 29, senadores chegaram a entrar com pedido de impeachment de Ernesto no STF

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, durante audiência no Senado Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, pediu demissão do cargo na manhã desta segunda-feira, 29. A informação, entretanto, ainda não foi confirmada pelo Governo Federal. O pedido foi apresentado ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) após o ministro avisar seus assessores próximos que estaria deixando a chefia do Ministério.

Aparentemente, o pedido ocorreu após Ernesto sofrer pressão de alguns parlamentares, como dos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Além disso, nos últimos dias, Ernesto já vinha sendo alvo de críticas pela forma como conduzia a política externa brasileira.

Insatisfação na atuação do ministro

Além de ser criticado pela relação do Brasil com os Estados Unidos durante o governo de Donald Trump e com outros parceiros comerciais, como a China, o prazo de entrega das vacinas e de insumo para produção dos imunizantes foram outros aspectos que aumentaram a insatisfação com o ministro. Em janeiro, Ernesto havia declarado que a demora na entrega das vacinas não tinha relação com questões políticas.

Nesta segunda-feira, os senadores Alessandro Vieira (Cidadania – SE) e Randolfe Rodrigues (Sustentabilidade – PE) chegaram a apresentar ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de impeachment contra o ministro das Relações Exteriores, sob a acusação de crimes de responsabilidade.

No documento, Vieira afirmou que Ernesto Araújo “vem conduzindo de maneira desastrosa” o Itamaraty, sendo responsável por enormes prejuízos à população brasileira. Além disso, afirmou que as atitudes do ministro vêm afetando gravemente a imagem do Brasil no cenário internacional.

Trajetória no Ministério

Ernesto assumiu o cargo no início do mandato do presidente Jair Bolsonaro, em janeiro de 2019, tendo sido anunciado após a vitória do presidente nas eleições, em novembro de 2018. Antes disso, iniciou sua carreira no Itamaraty em 1991 e foi diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos por dois anos. Em junho de 2018, se tornou embaixador e já atuou nas embaixadas do Brasil em Washington (EUA) e Ottawa (Canadá).

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