Após polêmica, policiais fazem vídeo sugerindo estupro de Fátima Bernardes

Policiais militares propõem enquete em que ambulância teria que escolher salvar apresentadora que teria sido estuprada ou criminoso que estaria gravemente ferido

Uma enquete feita durante o programa “Encontro com Fátima Bernardes” na última segunda-feira (21/11) continua gerando polêmica nas redes sociais. Em um momento de divulgação de um filme que trata sobre escolhes que médicos têm que fazer, Fátima perguntou aos convidados quem eles salvariam primeiro: um policial levemente ferido ou um traficante em estado grave.

A maior parte dos convidados escolheu salvar o traficante, tendo em vista que ele se encontrava em situação de maior risco. Mesmo não dando sua opinião, a apresentadora acabou sendo atacada nas redes sociais, inclusive com a criação da hashtag #EuEscolhoSalvarOPolicial. Além disso, policiais e até o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) criticaram Fátima.

Nesta terça-feira (22), foi divulgado um vídeo em que dois policiais militares propõem uma nova enquete. Sugerindo um estupro a Fátima, eles questionam quem a ambulância deveria salvar primeiro: a apresentadora ou o estuprador?

“A gente tá querendo […] perguntar pra Fátima, se ela fosse vítima de estupro — que a gente não quer que aconteça, mas pode acontecer — chegando no local uma ambulância que só poderia socorrer uma pessoa. Tendo em vista que ela estava com uma faca e acabou atingindo o estuprador, deixando o cara gravemente ferido. E aí, Fátima, quem a ambulância teria que socorrer primeiro? Você ou o estuprador?”, pergunta o policial no vídeo.

No “Encontro” desta terça-feira (22), a jornalista chegou a se explicar sobre a enquete. “Não houve escolha pelo tráfico em detrimento do trabalho policial. A nossa discussão girou em torno da questão ética. O que me surpreendeu muito na repercussão das redes é como se o programa tivesse feito uma opção pelo traficante, e não pela polícia”, defendeu.

Ela disse, ainda, que sua opinião pessoal é a de que o policial deveria ser atendido primeiro, mas que ela não é médica. “(O programa) Sempre vai estar ao lado da polícia, que trabalha legalmente”, ressaltou.

Confira o vídeo em que os policiais sugerem o estupro da jornalista:

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