Após polêmica, estilista goiana é indiciada por propaganda enganosa

De acordo com delegado, convicção foi formada com base no depoimento de ex-funcionárias de Juliana Pereira dos Santos

Depois de se envolver em polêmica com clientes, a estilista goiana Juliana Pereira dos Santos, conhecida nacionalmente por produzir vestidos de noiva exclusivos, foi indiciada por crime contra as relações de consumo caracterizado por publicidade enganosa.

O inquérito realizado pelo delegado Frederico Maciel, da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), ouviu clientes e ex-funcionárias da estilista e concluiu que Juliana utilizava produtos inferiores aos que eram contratados pelas clientes.

“Formamos a convicção com base no depoimento de ex-funcionárias da estilista que afirmaram que ela alterava os produtos a serem utilizados na confecção dos vestidos sem o conhecimento das noivas”.

Além disso, Frederico diz que ficou comprovado que Juliana era desorganizada com prazos  para tirar medidas e de entrega dos vestidos além de tratar mal as clientes. O delegado explica que  o caso se trata de crime de menor potencial ofensivo que tem pena máxima de até um ano de reclusão.

Em entrevista ao Jornal Opção, a estilista  Juliana Pereira dos Santos afirmou que ainda não foi notificada sobre a conclusão do inquérito policial mas questiona o indiciamento por publicidade enganosa.

“Todas as clientes escolhem a renda através de mostruários. Elas mesmas escolhem o produto. Compro as rendas da China pra ter um preço final melhor que se enquadre no orçamento das clientes e as noivas sabem disso”, justificou.

Juliana questiona ainda o depoimento dado por ex-funcionárias que, segundo ela, foram demitidas por justa causa. “O delegado não deveria ter levado em consideração o depoimento de ex-funcionária que saiu daqui com um monte de problemas e que inclusive tem processo em andamento”.

A estilista finaliza dizendo que acredita que o caso deve ser arquivado pelo Ministério Público.

 

 

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