Após perder foro privilegiado, Eduardo Cunha será julgado por Sérgio Moro

Ex-deputado federal foi cassado na segunda-feira pela Câmara e agora processos contra ele saem das mãos do Supremo Tribunal Federal

| Foto: Lula Marques/Agência PT

Cunha é acusado de usar sua influência em dois casos para interferir em contratos da Petrobras | Foto: Lula Marques/Agência PT

As ações penais que envolvem o ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foram enviadas ao juiz responsável pela Operação Lava Jato, Sérgio Moro, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavaski. Cunha perdeu o direito de ser julgado pelo STF, o chamado foro privilegiado, por ter sido cassado na Câmara dos Deputados na última segunda-feira (12/9).

No STF, os processos que corriam contra Cunha envolvem utilização da influência e poder do parlamentar para celebrar contratos da Petrobras. Um deles era referente à aquisição de navios-sonda pela Petrobras, operação que só foi realizada com sua intervenção e pela qual ele teria recebido US$ 5 milhões de propina. A outra envolve propina em um contrato de exploração de petróleo no Bênin, na África.

Além de remeter os autos a Moro, Zavaski julgou improcedente o pedido de prisão do ex-deputado, feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em junho. Segundo ele, como Cunha já foi cassado, a ação teve “perda do interesse”. Janot acusou Cunha de, mesmo afastado do mandato, tentar atrapalhar o processo que pedia sua cassação na Câmara.

Cunha foi afastado do mandato e da presidência da Câmara em maio também por Teori, sob alegação de que ele tentava interferir na Lava Jato. Em julho, ele resolveu renunciar ao cargo de presidente. Ele foi cassado no plenário por ter quebrado o decoro parlamentar ao mentir na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras ao dizer que não tinha contas no exterior.

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