Após participar do Fórum Econômico Brasil-França, presidente da Fieg garante boas parcerias

Evento da última quarta-feira, 5, teve como palestrante o presidente da Fieg, Sandro Mabel, que apresentou oportunidades de investimentos em Goiás

Presidente da Fieg, Sandro Mabel / Foto: Felipe Cardoso / Jornal Opção

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, realizou, na manhã desta sexta-feira, 7, uma coletiva de imprensa na Casa da Indústria. No encontro, Mabel detalhou os resultados obtidos no 6º Fórum Econômico Brasil-França, realizado em Paris, na última quarta-feira, 5.

O encontro teve como objetivo fortalecer o intercâmbio comercial e atrair investimentos. “Os franceses demonstraram muito interesse em biocombustíveis, energias renováveis, na área de alimentação e em processamento de grãos”, destacou Sandro Mabel. Na coletiva, o empresário destacou que, assim que terminou o encontro, “muitos dos empresários nos procuraram pedindo para ter acesso ao nosso material. Os principais interessados são de empresas que já estão no Brasil, mas possuem interesse em negociar com Goiás. Estamos organizando uma reunião para que possam vir e acertar o que for preciso. São empresas de grande potencial”, completou.

Mabel assegurou que a reunião estava “cheia”. “Eram mais de 200 pessoas importantes, dentre empresários, gestores, CEOs”. O presidente disse ter sido procurado pela equipe da Vicat, fabricante de concreto e revestimentos, que demonstrou “interesse em expandir suas atividades”. “Mostramos para eles que aqui temos potencial de calcário destinados a fabricação do cimento e infraestruturas próximas a ferrovias, o que favorece seu escoamento”.

Outra interessada em firmar acordo com Goiás, segundo o presidente, foi a Sanofi. Aos executivos da empresa, ligada a produção de medicamentos e com atividade no País há mais de 100 anos, foram apresentados dados referentes aos polos do Estado, bem como sua política de incentivos fiscais e as atividades do Porto Seco, em Anápolis. “Acredito nessa possibilidade. Acho que é uma indústria que pode vir para Goiás”.

Segundo o presidente da Pasta, a organização do evento irá disponibilizar a apresentação do Estado de Goiás em suas plataformas digitais. “São mais de 20 mil empresas vinculadas a esse canal. Isso terá um grande alcance e gerar muitas parcerias”, completou.

“Não é bem assim”

Mabel revelou aos jornalistas que o embaixador da França no Brasil, Michael Miraillet, gerou insegurança nos investidores ao falar sobre o protagonismo do centrão no Congresso Nacional. O presidente, por sua vez, pediu a palavra para esclarecer aos executivos a real situação. “Disse à eles que poderiam ter a tranquilidade de que os investimentos no Brasil, ao contrário do que pensaram, estão, na verdade, assegurados pelo Congresso”.

O presidente disse ter explicado que o centrão que o embaixador havia colocado “não é pejorativo” e que, na verdade, dá a certeza de que não haverão movimentos bruscos no País. “Tivemos um Governo Federal de esquerda nos governos Lula e Dilma e agora um de extrema direita na gestão do presidente Jair Bolsonaro. Então o centrão tem um papel fundamental na garantia de que o País não seja levado para nenhum dos dois extremos”, explicou Mabel.

O 6ª encontro contou o apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Medef Internacional, rede mundial a serviço do desenvolvimento das empresas francesas nos países emergentes e mercados em desenvolvimento. Fundada em janeiro de 2009, a CCBF tem como principal objetivo intensificar as relações comerciais entre o Brasil e França.

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