Após novas filiações, Solidariedade quer eleger dois deputados federais e três na Alego

Chapa de deputados federais da sigla deve contar com 17 nomes e a de estaduais, com 39

Após o fechamento da “janela partidária” no último final de semana, o presidente do Diretório Regional do Solidariedade, Lucas Vergílio, passou a trabalhar com a hipótese de fazer duas cadeiras na Câmara Federal e três na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), repetindo o feito de 2018, quando a sigla fez duas cadeiras na Casa sem participar de nenhuma coligação. Isso, porque desde a última reforma eleitoral, as coligações estão vedadas às eleições ao Legislativo.

Durante a janela, a sigla contou com a filiação de Dante Volei (ex-MDB), de Bill Guerra (ex-PTC e ex-PSL), Tião Peixoto (ex-Democratas), além de outros nomes do Entorno, de Rio Verde e de Trindade – todos postulantes às 17 cadeiras da Câmara Federal. Dante, por exemplo, é quarto suplente na Câmara Federal. Ele obteve 26.507 votos na chapa do MDB, Republicanos e Progressistas nas eleições daquele ano. Bill Guerra também concorreu a Câmara Federal e, pela chapa PRTB, PTC, PMN e PMB, obteve 12.038 votos. No entanto, Guerra não ficou na suplência, porque a chapa não fez nenhuma cadeira.  

Outro nome da sigla que deve compor a chapa que vai concorrer às cadeiras em Brasília é o do vereador de Goiânia, Joãozinho Guimarães (Solidariedade), eleito na Câmara Municipal de Goiânia em 2020 com 1.950 votos. “São muitos nomes que fazem a nossa sigla pensar em fazer dois deputados federais”, comenta Vergílio que, inclusive, é pré-candidato à reeleição pela sigla.  

Chapa com 39 nomes 

A chapa para deputado estadual ainda é bem mais robusta, segundo o presidente da sigla, e deve contar com 39 nomes. O número total corresponde a apenas três a menos que o limite permitido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que é de 100% da quantidade de vagas para deputados estaduais, mais um. Ou seja, 42 postulantes na nominata da sigla. Assim, entre os nomes que devem compor a chapa do partido, estão o ex-presidente da Agência Goiana de Habitação (Agehab), Luiz Sampaio, e a ex-prefeita de Goiás, Selma Bastos, como já adiantado pelo Jornal Opção.  

Sampaio é segundo suplente na chapa de deputados estaduais do DC, tendo obtido12.993 votos no último pleito. Já a ex-prefeita de Goiás, que teve 6.374 votos em sua reeleição de 2016 como chefe do Executivo municipal e 8.447 em 2012, ao ser eleita pela primeira vez. Para o presidente do partido, essa quantidade robusta de votos já obtida pelos pré-candidatos em eleições anteriores deve contribuir para o desempenho dos nomes indicados pelo partido na disputa desse ano. “Na Alego, contamos com nomes que foram testados nas urnas e que obtiveram até 13 mil votos em eleições anteriores. É uma chapa bastante competitiva e quem tiver entre 14 e 16 mil votos neste pleito tem grandes chances de ser eleito com essa média de votos que vai permitir que todos concorram de forma igual”, acrescenta Baldy.

Esta será a segunda vez que o Solidariedade vai concorrer com uma “chapa pura”. Em 2018, o partido fechou uma nominata com 50 nomes (na época a chapa poderia contar com até 150% das cadeiras disponíveis). Naquela ocasião, a sigla fez dois deputados, Amilton Filho e Thiago Albernaz, que obtiveram, respectivamente, 16.486 e 14.561 votos. Eles, no entanto, acabaram não ficando na sigla e migraram para o MDB. Ainda assim, o intuito do partido é repetir o feito, de chegar a duas, ou três cadeiras.

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