Após não ser recomendado para OCDE, presidente precisa adotar lógica do “ganha-ganha”, diz especialista

Aumento do limite de importação do etanol americano sem tarifa, concessão do uso da base de Alcântara e a desobrigação de vistos não resultaram em benefícios concretos para o Brasil, analisa Carlo Barbieri

Foto: Divulgação

As recentes medidas adotadas pelo Presidente Bolsonaro para acenar ao governo norte-americano em busca de vantagens não foram bem aproveitadas pelo Brasil, até o momento. Isso porque mais uma contrapartida esperada nessa nova relação comercial pode não acontecer e o país não recebeu a recomendação dos EUA para ingressar na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O analista político e economista, Carlo Barbieri, lembra que Bolsonaro já havia cedido, em março, a base aérea de Alcântara, no Maranhão, para exploração comercial dos norte-americanos. O especialista pondera que, nesses casos, devem haver contrapartidas mais claras para os acordos serem vantajosos ao Brasil.

“Numa relação comercial existem muitos fatores que precisam ser considerados. Politicamente o Brasil precisa urgentemente se preparar para tirar vantagem da guerra comercial da China com os EUA e não perder esse momento tão único para nosso país. Esta nova aliança Mundial entre os EUA, México deve ter no Brasil uma base concreta de planejamento e atuação, incluindo a perspectiva da entrada da Inglaterra neste eixo comercial”, explica.

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