Após mudança no trâmite, CCJ aprova projeto que antecipa eleição da Mesa Diretora

Comissão ainda arquivou outra proposta, de iniciativa do vereador Carlin Café (PPS), que adiava pleito para fevereiro de 2019

Vinicius Cerqueira (Pros) | Foto: Alberto Maia

Após intensa discussão em torno de dois projetos que alteram a data da eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Goiânia, as matérias que estavam sendo analisadas pela Comissão Mista, foram encaminhadas á Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).

Isso porque houve suspeição quanto ao trâmite dos projetos e diante da situação, o regimento interno da Casa de Leis diz que a CCJ deve se manifestar sobre o assunto.

Na comissão, a proposta do vereador Vinicius Cerqueira (Pros), que já havia sido apreciada nesta segunda-feira (12/11) pela Comissão Mista também foi aprovada. O projeto altera a data do pleito para a primeira sessão do mês de dezembro. Antes, a votação acontecia na última sessão do mês.

Já o projeto do vereador Carlin Café (PPS) que pretendia adiar a eleição para fevereiro de 2019 e ainda estava sendo analisada na Comissão Mista, foi arquivado pela CCJ. A Procuradoria da Casa já havia sugerido o arquivamento da proposta.

“Quando há duas matérias tratando de um mesmo assunto, o regimento determina que a preferência é daquele que foi protocolado primeiro e por isso arquivamos o projeto do Carlin Café”, afirma a presidente da CCJ, Sabrina Garcêz (PTB).

Agora, o projeto aprovado pela comissão segue o rito e já deve ser incluído na pauta desta quarta-feira (14) para primeira votação.

Vereadores favoráveis ao projeto estudam a possibilidade de convocar uma sessão extraordinária logo após o feriado, nesta próxima sexta-feira (16), para que a matéria seja apreciada em definitivo.

Polêmica

A discussão dominou o plenário durante a sessão ordinária desta terça-feira (13) que chegou a ser prorrogada por três horas. A grande maioria dos vereadores eram favoráveis á antecipação da data do pleito e acusaram o presidente da Casa de fazer manobra para impedir a votação.

Sozinho ao defender que a eleição fosse prorrogada para o próximo ano, Carlin Café foi bastante criticado pelos colegas e acusado de agir em interesse do Paço.

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