Após morte de colega, taxistas paralisam parte das atividades em Goiânia

Profissionais interditaram importantes vias da capital em protesto contra o assassinato de Cleiton Oliveira, morto após atender um chamado para uma corrida 

Foto: Wagnas Cabral

Foto: Wagnas Cabral

Taxistas da Grande Goiânia paralisaram parte do atendimento, na tarde desta segunda-feira (18/5), em protesto contra a morte de Cleiton Oliveira Soares, de 33 anos. O taxista foi morto a tiros na noite do último domingo (16) após receber uma chamada para uma corrida no Parque Veiga Jardim II, em Aparecida de Goiânia.

Com concentração na avenida T-63, dezenas de taxistas realizaram um cortejo em homenagem ao colega, com destino à BR-153, próximo à região do Paço Municipal. Os profissionais  também se encontraram na porta do Palácio Pedro Ludovico Teixeira, no centro da capital, onde chegaram a paralisar o tráfego de veículos na região.

Em entrevista ao Jornal Opção Online, o presidente do Sindicato dos Taxistas de Goiânia, Silone Pacheco, informou que a manifestação teve como objetivo “chamar a atenção da sociedade para a insegurança vivenciada pelos taxistas nas ruas da capital”. Segundo o dirigente, muitos profissionais têm se recusado a trabalhar no período noturno.

De acordo com Silone, ainda não há detalhes sobre as circunstâncias da morte de Cleiton Oliveira. O taxista, até onde se sabe, teria recebido uma chamada via rádio táxi.

Para coibir a violência contra taxistas, o sindicato, em parceria com a Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO), pretende lançar em breve o programa “Táxi Seguro”. A categoria passará a contar com um assento na Central de Videomonitoramento de Goiânia para monitorar as corridas de táxi.  “Sem dúvida, irá trazer maior segurança”, garantiu o presidente do sindicato.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.