Órgão afirma que irregularidades se concentram em conflito com medidas de distanciamento e falta de produtos como álcool gel

Quase um mês após os decretos de flexibilização do comércio em Goiânia, a Vigilância Sanitária, órgão ligado à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), já realizou mais de duas mil fiscalizações. As ações tem o papel de atestar o cumprimento das medidas estabelecidas pelo Estado e município como critérios para a retomada.

Conforme detalha os números da Vigilância, foram 2051 fiscalizações entre o 15 de julho e o dia 9 deste mês. No detalhamento, as operações foram focadas na Região da 44 e as chamadas feiras especiais, como feira da lua, que comercializam protos de moda, por exemplo.

Ao Jornal Opção, o coordenador da Central de Fiscalização da Covid-19, Dagoberto Costa, explica que o foco nas feiras e na 44 se fez necessário pelo tempo que estavam fechados: há cinco meses.

“São locais que estavam há muito tempo sem funcionar e geram muita aglomeração de pessoas”, informa o coordenador, acrescentando que os trabalhos foram dedicados a instruir e fiscalizar.

Números

Durante entrevista o coordenador afirmou que a Vigilância não tem detalhamento sobre os motivos das notificações, 1442 no total, mas disse que são relacionadas a irregularidades como distanciamento de mesas e falta de produtos como álcool em gel.

“Os motivos internos podem ser vários”, informa Dagoberto, que explica o protocolo das fiscalizações: “Primeiro o estabelecimento é notificado e depois é multado”. Do total de fiscalizações foram 78 multas, casos prováveis de reincidência, informa o coordenador.

Ainda conforme informou o coordenador, além das fiscalizações realizadas nas operações descritas, a equipe da Vigilância conta com 150 fiscais. Desse modo, Dagoberto destaca que os números de autuados não estão concentrados em nenhum local.