Após flexibilização, Valparaíso teve acréscimo de 1.100% de casos da Covid-19

Entorno é a região mais sensível do Estado, com número alto de infectados e poucos leitos de UTI

Hospital de campanha de Luziânia, que conta com 10 leitos de UTI é referência no entorno para atendimento a pacientes com a Covid | foto: divulgação

Desde que o Prefeitura de Valparaíso flexibilizou a abertura do comércio na cidade, os casos de Covid-19 tiveram um salto. Quando o prefeito Pábio Mossoró, assinou o decreto que permitiu o funcionamento de boa parte do comércio, no dia 22 de abril, a cidade tinha confirmado sete pacientes infectados com coronavírus. Até essa terça-feira, 26, já se somam 88 casos confirmados.

Há pouco mais de um mês o prefeito de Valparaíso permitiu a reabertura de shoppings centers, academias, hotéis, restaurantes e salão de beleza. A partir de então os casos da doença cresceram mais de 1.100%, segundo os dados que compõe o boletim divulgado diariamente pela Secretaria Estadual de Saúde.

O prefeito de Valparaíso reconhece que o crescimento no número de casos da doença é reflexo da flexibilização. “A partir do momento da flexibilização os casos aumentaram, isso porque as pessoas hoje estão autorizadas a ir para rua, trabalhar e seguir seu destino. Como nossa cidade faz limite com o DF, muitos de nossos trabalhadores vão para lá também. Acaba que tem essa circulação diária”, constata. 

“Como a cidade depende muito da prestação de serviços e comércio local, quando o STF deu essa prerrogativa de que a decisão seria dos prefeitos nós nos reunimos nosso comitê de crise e fizemos a flexibilização”, conta o prefeito Pábio Mossoró ao argumentar os motivos para a reabertura do comércio.

Apesar da constatação e do crescente número de casos de moradores da cidade se contaminando com o coronavírus, o prefeito não vislumbra, por hora,  retroagir e forçar o isolamento na cidade. “Estamos monitorando por meio da fiscalização e do comitê de crise. Caso a gente aumente muito (número de casos) vamos tomar medidas”

Faltam Leitos

A região do entorno de Brasília sempre foi uma preocupação desde o início da pandemia. Além da proximidade com a capital federal que registra muitos casos, a região é carente em número de leitos de UTI. Até o começo do ano não havia nenhum. O que torna ainda mais sensível o aumento de casos na cidade de Valparaíso, já que a ocupação dos leitos pode acarretar em colapso no atendimento médico na região.

Para atender a região, foi estadualizado o hospital de Luziânia, que entrou em funcionamento esta semana, ofertando  10 leitos de UTIs para pacientes da Covid. Três moradores de Valparaíso foram os primeiros pacientes graves a serem internados na unidade.

É aguardado para as próximas semanas o funcionamento do hospital de campanha de Águas Lindas.  O Hospital iniciará as atividades com 200 leitos de internação, todos com acesso à rede de gases, o que permite que sejam transformados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), conforme a necessidade.

Segundo o prefeito de Valparaíso, na cidade foi disponibilizados 4 leitos com respiradores para atender pacientes com a Covid-19.

4 respostas para “Após flexibilização, Valparaíso teve acréscimo de 1.100% de casos da Covid-19”

  1. Valdemar Herculano da Silva Junior disse:

    Bares lotados, muitos vão sofrer as consequências da falta consciência perante a pademia da covid que é invisível e também fatal.

  2. Cema disse:

    Não foi a flexibilização é sim a ignorância das pessoas.
    Se estivessem na rua só quem realmente precisa ou quando precisasem isso não estaria acontecendo.
    Aqui no meu bairro pessoas estão fazendo festas como se nada tivesse acontecendo,a quadra cheia jogando futebol,a pista lotada, em quanto meu marido sai so pro trabalho, pois está na linha de frente, fica pasmo em ver isso.
    Então a culpa não é da flexibilização.

  3. Simone disse:

    Em números, o que significa 1.100%?

  4. Kleiton Martins Pereira disse:

    “Caso a gente aumente muito” foi ótimo!
    Mais de 1.100% ainda não foi muito não?! Tem que ser mais “aumente muito” ainda? Tem quer quantos por cento, pra ser considerado “aumentar muito”?

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