Após flexibilização, número de óbitos por Covid-19 no DF aumentou 16,5 vezes

Há pouco mais de um mês ainda haviam sinais de que a situação estaria sob controle. De lá para cá, número de óbitos cresceu vertiginosamente e ocupação dos leitos de UTI se aproxima dos 70%

Médico em atendimento a paciente com Covid-19 |Fotos: Tatiana Fortes

O crescimento do número de casos confirmados atrelado ao número de mortos em decorrência da Covid-19, levaram o Distrito Federal de estado modelo no combate à doença a estado de calamidade pública.

Há pouco mais de um mês ainda haviam sinais de que a situação estaria sob controle. No entanto, o número de casos ainda crescia de maneira controlada ao passo em que o sistema de saúde do DF se mostrava distante de um colapso.

Conforme mostrado pelo jornal Folha de São Paulo, o Ministério da Saúde chegou a classificar a capital federal como uma das cinco unidades da federação em “transição para aceleração descontrolada” do contágio no início de abril.

Mas não só: entre o fim de abril e o início de maio, a velocidade do avanço do número de casos da doença na capital federal ainda era inferior a média brasileira.

A piora dos casos veio quando o governo começou a promover, gradualmente, a reabertura dos setores econômicos. O jornal paulista mostrou ainda que, no DF, o número de óbitos aumentou em 16,5 vezes de maio para cá. Vale lembrar que a média brasileira foi de 7,8 vezes no mesmo período.

Segundo dados do Ministério da Saúde, desde o início da pandemia, foram registrados 44.906 casos de infecção pelo coronavírus. Deste total, 548 pessoas morreram.

Essa guinada refletiu drasticamente na capacidade oferecida pelo sistema de saúde. Há aproximadamente dois meses, a ocupação dos leitos com suporte de ventilação mecânica era de 22%. O governo quase que quintuplicou essas unidades – atualmente são 500 – no entanto, mesmo com o aumento dos leitos a ocupação está próxima dos 70%.

O governador Ibneias Rocha chegou a considerar, no último final de semana, a possibilidade de se implementar um lockdown, diante da deterioração do quadro estável vivido pelo DF nos últimos meses. (Com informações do jornal Folha de S. Paulo)

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