Após discussão, vereador dá soco em colega no plenário da Câmara de Goiânia

Deliberação sobre o recesso parlamentar terminou em agressão física. Caso será levado a polícia e ao conselho de ética da Casa

A sessão da Câmara Municipal de Goiânia da manhã desta quarta-feira (30/11) foi palco de briga entre parlamentares. Em um momento de descontrole, o vereador Paulo Magalhães (PSD) deu um murro no rosto de Felisberto Tavares (PR).

Em discussão estava a matéria do pessedista de projeto de Emenda à Lei Orgânica do Município, que reduz o período de recesso parlamentar da Câmara. A matéria polêmica tem sido alvo de discussões desde que foi apresentada, em 2013.

Já irritado com as sugestões e críticas ao projeto de lei feitas pelo vereador Geovani Antônio (PSDB), que discursava na tribuna, Paulo Magalhães se irritou com Felisberto quando este se aproximou de sua mesa. O pessedista, que estava sentado, se levantou e partiu para cima do republicano, desferindo um murro que acertou o queixo do colega.

Imediatamente o presidente da Câmara, Anselmo Pereira (PSDB), proibiu que todos os assessores entrassem no plenário. A vítima afirmou que irá, ainda nesta quarta (30), solicitar as gravações e levar o caso à Polícia Civil e ao Conselho de Ética da Câmara.

“Fui agredido no queixo, vou sair daqui e fazer um exame de corpo de delito imediatamente. Quero a gravação e ao final da sessão, vou também acionar o conselho de ética”, disse em uma questão de ordem.

Felisberto também pediu tomada de providência imediata por parte dos vereadores. “Daqui a pouco ele esmurra qualquer pessoa, não tem preparo e equilíbrio. Quero que vocês entendam  que as medidas têm que ser tomas de maneira proporcional e imediata.”

Este não é o primeiro processo contra Paulo Magalhães no conselho. Em junho deste ano ele empurrou o vereador Denício Trindade (SD) durante sessão plenária depois de os dois terem protagonizado troca de agressões verbais em discussão do projeto dos food-trucks, também de autoria de Paulo Magalhães.

Em questão de ordem, o vereador do PSD se defendeu dizendo que foi provocado por Felisberto Tavares e não tem “sangue de barata”.

“O cidadão vem me provocar, eu não tenho sangue de barata, ninguém pisa em cima de mim. Eu estava na minha mesa e ele veio aqui me chamar de oportunista, de malandro. Quem me colocou aqui foi o povo e tenho que ser respeitado. Não estou acostumado a aguentar calado. Nunca desrespeitei ninguém, mas se vier na minha mesa, estou pronto e não tenho medo. Em defesa do povo, perco meu mandato, não tenho medo de ser preso”, discursou.

Jornal Opção entrou em contato com a assessoria de imprensa de Felisberto Tavares, que informou que as imagens solicitadas à diretoria de Jornalismo da Câmara não poderiam ser entregues, pois teriam sido perdidas em um pico de energia.

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gubio

Não tem video? aaaaa

Lita Carneiro

No meio político, não falta “decoro”. A gente vê e ouve de tudo. Vão desde os palavrões às agressões físicas. Descontrole em todos os sentidos.

ezequiel pereira da fonseca

vereador de atitude em defesa do povo …podiamos ter mais paulo magalhaes como politico so assim daria jeito nessa corja de bandidos…