Após delação, Justiça suspende bloqueio de bens da Odebrecht

Juiz acatou pedido do Ministério Público Federal, que julgou medida desnecessária desde que executivos da empresa assinaram acordo de leniência

A Justiça Federal suspendeu, nesta sexta-feira (17/2), o bloqueio dos bens da empreiteira Odebrecht. O juiz Friedmann Anderson Wendpap, da 1ª Vara Federal de Curitiba, acatou pedido do Ministério Público Federal, que julgou a medida desnecessária desde que os executivos da empresa assinaram acordo de leniência com a força tarefa de investigadores da Lava Jato.

O bloqueio foi determinado em novembro de 2016 para garantir que os cofres públicos fossem ressarcidos. Quem fez o pedido foi a Advocacia-Geral da União (AGU), logo depois que o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou superfaturamento de R$ 2,1 bilhões nas obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

Desde então a Odebrecht devia repassar à União 3% do seu faturamento, valor que correspondia à propina que havia sido cobrada para conseguir contratos da Petrobras.

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